A Vivo lançou nesta segunda-feira, 26, um serviço satelital em parceria com a Starlink no Brasil. Batizado como Vivo Satélite, o serviço de direct-to-device (D2D) da operadora serve para consumidores dos planos pós-pago, controle, Lite e Tourist Plan sem custo adicional em um período promocional de 12 meses.

No pré-pago, o acesso satelital vale para clientes que colocam uma recarga mínima mensal de R$ 30.

O serviço funciona por meio de roaming. Com isso, o consumidor poderá usufruir da conectividade mesmo em lugares que não tem cobertura terrestre da Vivo.

Para usar o Vivo Satélite, o consumidor deve:

  • No Android: abrir “configurações”; entrar em “conexões”, “rede”, “internet”; selecionar a operadora; desativar a opção automática; aguardar a busca por redes; e selecionar VIVO STARLINK quando disponível;
  • No iOS: acessar “ajustes”; selecionar “celular”; tocar em “seleção de rede”; desativar a opção de “Automático”; aguardar a pesquisa de redes disponíveis; selecionar VIVO STARLINK.

Uma vez conectados, os consumidores poderão usar os aplicativos WhatsApp (mensagens e chamadas de voz), app da Vivo, Apple Maps, Google Maps, e enviar SMS, RCS, MMS por meio de Google Mensagens e iMessage. Durante o uso, a franquia de dados não é consumida.

Vale lembrar, a Vivo tem cobertura celular em 98% do país para atender 50 milhões de clientes. Por sua vez, a Starlink recebeu recentemente aval da Anatel o uso do 2 GHz na banda S para conectividade satelital.

Barreiras e usos limitados

No Vivo Satélite, o usuário não consegue fazer ligações de voz, vídeo, acesso a links externos e apps que não são aqueles liberados pela operadora. Tampouco permite receber chamadas de emergência e alertas da Defesa Civil.

Assim como acontece com os demais usuários da Starlink, há barreiras, como falhas de conexão dentro de veículos.

Por enquanto, o serviço pode ser usado apenas no Brasil. Mas a Vivo confirma que terá serviço para o exterior, sendo que os países participantes serão informados posteriormente.

B2B e questões não respondidas

O Mobile Time procurou a Vivo para entender alguns detalhes da parceria com a Starlink, como a liberação para o B2B. Em resposta por e-mail, a companhia explicou que o “serviço está disponível para todos os clientes B2B da Vivo gratuitamente, por um período promocional de três meses. Depois, as empresas interessadas poderão contratar o serviço de acordo com a política comercial vigente”.

Contudo, a empresa não explicou se esse modelo de negócio para o B2B será apenas linhas corporativas ou se abarcará M2M e MVNOs.

Sobre o uso por smartphone, a operadora disse que o Vivo Satélite é compatível com celulares e chip (físico ou eSIM) de tecnologia 4G ou superior: “Para que o serviço funcione, além do celular e chip compatíveis, é necessário habilitar o roaming nacional de dados no dispositivo e estar com a última versão de sistema operacional disponível instalada. Os clientes podem consultar a compatibilidade do seu dispositivo em www.vivo.com.br/satelite”. Os aparelhos aptos são os mais recentes das OEMs.

A Vivo não respondeu se o acordo envolverá o uso da rede celular terrestre da Vivo como gateways terrestres, em um formato similar àquele feito por AST Mobile com iez!, Brisanet e Unifique.

Um outro ponto que chama a atenção é que a Telefónica, controladora da Vivo, assinou recentemente um acordo com outras três operadoras europeias para criar um modelo de D2D puramente europeu, ou seja, sem a Starlink, em prol da soberania local.