7 de agosto de 2017
REUTERS/Ricardo Moraes " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/07/2026-07-06T221839Z_1_LYNXMPEM651L4_RTROPTP_4_LATAM-SUMMIT-VALE.jpg?fit=1000%2C646&quality=70&strip=all" />
Os papéis da Vale (VALE3) caem na manhã desta terça-feira (27), após alta no pregão do dia anterior. As ações da mineradora acompanham a oscilação negativa do principal contrato de minério de ferro negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian na China, que chegou a seu nível mais baixo em mais de dois anos. VALE3 cai 2,08%, a R$ 63,06, às 12h19 (horário de Brasília).
A demanda por aço enfraqueceu sazonalmente, com margens persistentemente estreitas limitando a produção de metal quente, enquanto a oferta de minério deve aumentar no quarto trimestre, prejudicando o sentimento do mercado e levando os preços do minério a uma queda, de acordo com Jiang Mengtian, analista da consultoria Horizon Insights.
A produção de metal quente costuma ser um indicador da demanda por minério de ferro. O consumo de aço normalmente se contrai no quarto trimestre, já que as baixas temperaturas na região norte dificultam as obras ao ar livre.
O movimento da mineradora também é correlacionado com o patamar do dólar, que hoje cai a R$ 5,35, com menos 0,85% às 11h55 (horário de Brasília). No pregão desta segunda, a companhia fechou com alta de 4%, a R$ 64,38, justamente pela forte alta da moeda em relação ao real.
Para algumas casas de análise, como é o caso do JPMorgan, há uma desconexão entre os fundamentos da mineradora e o desempenho recente das ações. A análise destaca que a resolução do acordo envolvendo Mariana eliminou uma das principais incertezas que pesavam sobre a companhia, enquanto os negócios seguem apoiados por produção consistente e redução de custos.
Queda de expectativas para 3º tri
A mineradora divulga seus resultados após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (29). O Goldman Sachs divulgou, nesta terça, relatório com visão para expectativa de lucros. O banco estrangeiro reduziu suas expectativas de lucros em aproximadamente 15% no segundo semestre de 2026 e em 9% para 2027, refletindo custos mais elevados, além de preços e volumes menores.
Os analistas veem um cenário mais desafiador para a Vale nos próximos trimestres, com pressão tanto do lado dos custos quanto das receitas. Entre os principais fatores estão os preços mais elevados do diesel e do frete, que tendem a encarecer a produção, embora parte desse impacto possa ser compensada pela valorização do dólar frente ao real.
Além disso, a combinação de preços de referência mais baixos para o minério de ferro e o aumento da participação de volumes de menor margem deve reduzir a rentabilidade da companhia.
Para o terceiro trimestre de 2026, a expectativa é de um EBITDA de US$ 3,3 bilhões, queda de 20% em relação ao trimestre anterior. O resultado deve refletir a menor produção de minério de ferro, preços realizados mais fracos e maiores custos relacionados a petróleo e transporte.
Os analistas também apontam que a exaustão acelerada das reservas de Serra Norte e a menor rentabilidade das vendas de minério de terceiros podem limitar o crescimento dos volumes, enquanto os negócios de níquel e cobre devem continuar enfrentando desafios com preços mais baixos, custos mais altos e, no caso do cobre, produção reduzida.
The post VALE3: Ações da Vale caem com minério de ferro e corte de expectativas por Goldman appeared first on InfoMoney.


