Instalações da planta de beneficiamento focada na produção de concentrado de cobre no Complexo de Salobo (Foto: Márcio Nagano/Vale Base Metals)

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A Vale divulgou nesta quinta-feira, 29, o resultado do terceiro trimestre de 2026 (3T26), com destaque para o desempenho robusto do negócio de cobre. A alta dos preços e os custos menores elevaram o Ebitda Proforma do negócio de cobre para US$ 1 bilhão, alta de 66% em relação aos US$ 614 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025 (3T25).

Já o Ebitda Proforma consolidado da Vale atingiu US$ 3,5 bilhões. Esse indicador é mais adequado para medir o desempenho da empresa por excluir itens não recorrentes, além de efeitos relacionados à reparação e à descaracterização de barragens.

O negócio de minério de ferro demonstrou resiliência diante das condições globais de mercado. A forte produção dos trimestres anteriores permitiu que a Vale utilizasse seus estoques para elevar as vendas em 300 mil toneladas na comparação anual, para 86,3 milhões de toneladas.

O Ebitda Proforma do minério de ferro somou US$ 2,6 bilhões, refletindo fatores externos como menores preços, maiores custos de frete e a valorização do real, que foram parcialmente compensados por iniciativas da empresa como a estratégia de frete de longo prazo e a proteção financeira contra oscilações de mercado – conhecida como “hedge”.  


Gustavo Pimenta

Nossos resultados do terceiro trimestre refletem a execução disciplinada de nossa estratégia e um foco contínuo na excelência operacional. Em um ambiente de mercado dinâmico, a flexibilidade de nosso portfólio, nossa estratégia de frete e nosso programa de hedge ajudaram a proteger as margens e a sustentar uma sólida geração de fluxo de caixa, fortalecendo ainda mais nosso balanço patrimonial”, Gustavo Pimenta, Presidente da Vale

A Vale segue no caminho para atingir, em 2026, a faixa superior de suas projeções de produção de cobre (360 mil a 380 mil toneladas) e de níquel (185 mil a 200 mil toneladas). No acumulado do ano, a produção de cobre e níquel aumentou 4% e 8%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. A Vale estima que também atingirá as projeções de produção de minério de ferro (335 milhões a 345 milhões de toneladas) e de pelotas (30 milhões a 34 milhões de toneladas).

Metais básicos

A produção de cobre atingiu 85,5 mil toneladas, queda de 6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, devido à manutenção programada na planta de Sossego, no Pará. O impacto foi parcialmente compensado pelo desempenho da mina de Salobo, também no Pará, que registrou a maior produção de sua história para um terceiro trimestre.

No trimestre, a Vale deu mais um passo para dobrar a produção de cobre até 2035 ao anunciar a antecipação, para o primeiro semestre de 2028, do início da operação do projeto CPF (sigla em inglês para Flotação de Partículas Grossas), no complexo de Salobo – cerca de um ano antes do previsto no cronograma original. O projeto deve acrescentar 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta de Salobo, que passará a 42 milhões de toneladas por ano.

“A Vale Base Metals continua ganhando impulso, com Salobo apresentando produção recorde no terceiro trimestre e tanto o cobre quanto o níquel a caminho de atingir a metade superior das metas de produção. Com a aprovação do projeto CPF de Salobo, damos mais um passo importante em nossa jornada de crescimento no setor de cobre, aproveitando nossos ativos e infraestrutura existentes para crescer com eficiência de capital. Juntas, essas conquistas fortalecem a resiliência da Vale e nos posicionam para criar valor sustentável no longo prazo”, comenta Gustavo Pimenta.

Minério de ferro


Vista aérea de uma unidade industrial de mineração da Vale, mostrando uma grande esteira transportadora descarregando rejeitos cinza-escuros em uma pilha circular, refletindo as operações do terceiro trimestre.Pilha pulmão e correia transportadora em operação no projeto Serra Sul (S11D), localizado em Canaã dos Carajás (PA) – Foto: Breno Pompeu/ Vale

A produção de minério de ferro totalizou 88,3 milhões de toneladas – 6 milhões de toneladas a menos que no mesmo período do ano anterior –, refletindo a menor disponibilidade de minério bruto na Serra Norte, no Pará, devido a restrições operacionais. A expectativa é que, no próximo trimestre, a produção no Sistema Norte (que inclui Serra Norte, Serra Sul e Serra Leste) seja superior à registrada no quarto trimestre de 2025.

Já a operação de Serra Sul teve a maior produção para um trimestre na história. No trimestre, a Vale iniciou operações do projeto Britador de Compactos, que junto ao projeto Serra Sul +20 adicionará flexibilidade operacional e contribuirá para a produção de 2027.

“No setor de minério de ferro, estamos construindo uma plataforma operacional mais flexível e competitiva. O início das operações do projeto Serra Sul +20, juntamente com o próximo comissionamento do projeto Britador de Compactos, aprimorará ainda mais o desempenho da S11D e reforçará sua posição como um ativo de classe mundial. Combinadas com o sólido desempenho em toda a nossa base de ativos, essas iniciativas nos posicionam bem para ter um forte encerramento do ano”, afirma Gustavo Pimenta.

No trimestre, o impacto da alta dos combustíveis e da valorização do real sobre os custos foi atenuado pela estratégia de frete marítimo da Vale. Enquanto o frete no mercado spot na rota Brasil-China subiu 48% no 3T26 em relação ao primeiro trimestre de 2026 – antes do início do conflito no Oriente Médio –, o custo de frete da Vale aumentou 26% no mesmo período.

A maior parte dos contratos de afretamento da Vale é de longo prazo, com preços fixados, e a frota de navios afretada pela empresa é mais eficiente. A diferença entre o custo de frete da Vale e o pago no mercado spot chegou a US$ 14 por tonelada no 3T26.

O Radar Mineração é uma plataforma de conteúdo patrocinada pela Vale e dedicada a ampliar o debate sobre o papel do setor na transição energética e no futuro da sociedade

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