Imagens do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT); do vice-presidente Geraldo Alckmin; do senador brasileiro e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL); e de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, aparecem em uma urna eletrônica durante uma simulação de teste de integridade realizada por funcionários da justiça eleitoral, antes do segundo turno da eleição presidencial, em Brasília, Brasil, 21 de outubro de 2026. REUTERS/Adriano Machado

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A prorrogação do horário de votação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) teve efeito limitado sobre o número de votos registrados no segundo turno presidencial.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 34.330 eleitores votaram depois das 17h de domingo (25), o equivalente a 0,03% do total.

O número representa menos de 1% da vantagem obtida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). O presidente foi reeleito com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 do senador, uma diferença de 4.430.191 votos.

Mesmo na hipótese de todos os votos registrados após as 17h terem sido destinados a Lula, a quantidade seria insuficiente para alterar o vencedor da eleição. Os números, porém, não permitem identificar quantos desses eleitores já estavam nas filas antes do encerramento originalmente previsto.

Flávio questiona decisão do STF

Após a derrota, Flávio afirmou que não reconhece o resultado e anunciou a intenção de pedir a anulação da eleição. O senador criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a extensão da votação até as 19h após a campanha de Lula relatar dificuldades no transporte público de eleitores.

Flávio alegou que a mudança comprometeu a igualdade de condições da disputa, já que parte das seções eleitorais havia encerrado o funcionamento quando a decisão foi comunicada.

A campanha do próprio senador também havia solicitado ao TSE a ampliação do horário de votação, mas em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina atingidos por chuvas e problemas de deslocamento.

Urnas fechadas não foram reabertas

A decisão de Zanin foi divulgada pouco depois das 17h, quando a Justiça Eleitoral já havia iniciado o encerramento da votação.

Diante das dificuldades para executar a medida, o TSE esclareceu que apenas as seções ainda abertas deveriam permanecer funcionando até as 19h. As urnas que já haviam encerrado suas atividades não foram reabertas.

A totalização dos votos chegou a ser interrompida e foi retomada após o novo horário de encerramento.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou depois da apuração que os problemas operacionais provocados pela decisão não comprometeram o resultado da eleição.

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