A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em cerimônia de antecipação do Natal, prática introduzida pelo deposto Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela – 01/11/2026 (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

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O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro está preso nos Estados Unidos, aguardando julgamento, e o país ainda está tentando se recuperar dos terremotos que assolaram diversas regiões em junho, matando mais de 6 mil pessoas. Mesmo com esse cenário, a presidente interina Delcy Rodríguez manteve uma tradição do regime bolivariano: antecipou os festejos de Natal.

No último sábado, Rodríguez comandou o acendimento das luzes de Natal no Paseo Los Próceres, em Caracas, o ato que abre oficialmente as Festas na Venezuela. Ela disse que o Natal representa “uma oportunidade para o reencontro, a solidariedade e a cura das feridas que deixaram momentos difíceis vividos pelos venezuelanos durante este ano.”

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Além dos festejos em Caracas, o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV) transmitiu atos semelhantes sobre o início do Natal em pontos do país como Trujillo, Zulia, Aragua e La Guaira, o estado mais afetado pelo duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5, conta o jornal El Nacional.

“Este ano de 2026, vocês sabem que a Venezuela foi abalada por momentos dolorosos, mas chegou o dia 1º de novembro e o país inteiro está acendendo luzes para o Natal”, expressou.

Nos dois últimos anos, Maduro havia comandado a cerimônia um mês antes, em 1º de outubro, usando a data para afrontar os Estados Unidos, que aplicavam seguidas sanções econômicas aos país. “Ninguém, nem nada neste mundo tirará nosso direito à felicidade, à vida e à alegria”, disse em 2025.

Maduro decretou o “adiantamento” do Natal em várias ocasiões desde que assumiu o poder em 2013, coincidindo com momentos de crise no país petrolífero. Em 2025, o anúncio do adiantamento das festas natalinas foi feito em meio ao desdobramento militar americano em águas do Caribe.

Mas Maduro foi capturado em 3 de janeiro por tropas americanas, após ataques em Caracas e outras regiões próximas, e a Venezuela se viu obrigada a negociar com os EUA, abrindo mão até mesmo da soberania sobre seu petróleo.

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No início de outubro, a Justiça dos Estados Unidos acusou Maduro e sua esposa Cilia Flores de conspiração para cometer tortura. O documento descreve supostos atos de tortura cometidos por Maduro e Flores contra opositores, militares e outras pessoas detidas, entre elas três cidadãos americanos.

A acusação se somou a outras de conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e posse e conspiração para possuir metralhadoras e outros armamentos. Se condenados, eles podem pegar prisão perpétua.

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