O Santuário Nacional de Aparecida, o maior templo católico do Brasil, concluiu uma transformação em sua infraestrutura tecnológica: migrou 130 repositórios de código para a nuvem e automatizou 100% dos processos de deploy de software. O resultado mais expressivo foi a redução do tempo de um processo crítico de engenharia de três horas para três minutos.

O projeto foi conduzido em parceria com a ilegra, empresa global de estratégia, inovação e tecnologia. A iniciativa modernizou sistemas legados com mais de 20 anos de uso e preparou a operação do Santuário para a adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa.

A estratégia de modernização

Para conduzir a transição sem comprometer a continuidade das operações, a ilegra estruturou um plano dividido em cinco fases: Avaliação; Fundação e Migração; Habilitação de integração e entrega contínuas (CI/CD); Treinamento; e Acompanhamento e Suporte. A transição começou com projetos pilotos para validar ganhos de produtividade e critérios de segurança antes da expansão para todos os repositórios legados.

A principal alavanca de eficiência foi a substituição de rotinas manuais de compilação por fluxos automatizados por meio do GitHub Actions. A ilegra criou uma central de templates padronizados e automatizou o versionamento de scripts de banco de dados, eliminando inconsistências causadas por intervenção humana.

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GitHub Copilot e governança de IA

Além da infraestrutura, o projeto incorporou o GitHub Copilot, assistente de codificação por IA. A ilegra conduziu treinamentos específicos de engenharia de prompt, governança e uso responsável da ferramenta para a equipe interna do Santuário.

O projeto foi desenhado sob critérios rigorosos de conformidade, com autenticação de dois fatores (2FA) obrigatória, regras estritas de proteção de código e registros de auditoria detalhados. Todo o uso do GitHub Copilot segue diretrizes de responsabilidade e segurança da informação.

O team leader de nuvem da ilegra, Genisson Da Silva Matos, afirma que o projeto desfaz uma percepção comum sobre quem pode se digitalizar. “Esse case quebra o mito de que a transformação digital profunda e a IA são exclusivas de setores nativos digitais”, diz. “Se uma instituição com sistemas legados de mais de 20 anos e uma complexidade operacional única como o Santuário pode se modernizar com segurança, qualquer empresa tradicional do mercado brasileiro pode dar esse passo.”

Segundo a ilegra, o projeto fortaleceu a colaboração entre as equipes do Santuário, ampliou a segurança e a governança dos ativos de software e trouxe mais agilidade à manutenção das plataformas que apoiam o atendimento a milhões de fiéis e a operação administrativa da instituição.

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