Bombeiros trabalham no local de um ataque russo na Ucrânia, na região de Poltava (27 de junho de 2026) Press service of the State Emergency Service of Ukraine in Poltava region/Handout via REUTERS

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A Rússia lançou uma nova onda de ataques contra a Ucrânia neste sábado (7), deixando ao menos nove pessoas feridas e provocando danos à infraestrutura energética de Kiev e outras regiões do país.

Os bombardeios ocorreram às vésperas de uma nova rodada de negociações entre russos, ucranianos e americanos, prevista para a terça-feira (10), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo o presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, as forças russas dispararam 36 mísseis balísticos contra Kiev e áreas próximas durante a madrugada.

O ataque também envolveu 172 drones, que atingiram a capital e outras 12 regiões do país. Entre os feridos está uma criança.

Ataques russos afetam fornecimento de energia em Kiev

Residências, estabelecimentos comerciais e instalações de energia sofreram danos, provocando interrupções no fornecimento de eletricidade e água.

A situação também comprometeu os sistemas de aquecimento da capital, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko. Uma das principais vias da cidade, a Ponte Norte, foi interditada após os bombardeios.

Em comunicado, Zelensky acusou Moscou de intensificar os ataques justamente enquanto os países se preparam para retomar as conversas diplomáticas.

“Quando a Rússia tenta mergulhar Kiev – uma cidade de milhões de habitantes – e todo o país na escuridão, a Ucrânia não pode ser deixada sozinha para enfrentar isso”, declarou.

O presidente pediu mais apoio dos Estados Unidos e sanções mais duras contra os russos.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter atacado a Ponte Norte, sob a justificativa de que a estrutura era utilizada para transportar armamentos e equipamentos militares destinados às forças ucranianas.

Moscou também afirmou ter atingido uma fábrica de mísseis Flamingo, uma usina de energia, uma subestação elétrica e uma unidade de produção de munições, explosivos e pólvora na região de Kiev.

Outra subestação elétrica foi atingida em Zhytomyr.

Número de mortos em ataque no sul da Ucrânia chega a 55

No sul do país, equipes de emergência continuam as buscas na vila de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia.

O local foi atingido na segunda-feira (2) por bombas russas que destruíram uma antiga escola e um abrigo próximo, onde moradores aguardavam a distribuição de ajuda humanitária.

O balanço chegou a 55 mortos na manhã deste sábado, após a recuperação de mais nove corpos nas 24 horas anteriores. Também há diversas pessoas desaparecidas.

Morador da vila, Mykola Krasnov, de 72 anos, procura a esposa, que saiu de casa para buscar ajuda humanitária e não retornou.

Ele disse não ter recebido informações das equipes de resgate sobre o paradeiro dela.

Ataques ucranianos atingem regiões russas

A Ucrânia também realizou ataques com drones contra o território russo.

Na região de Belgorod, uma pessoa morreu após um aparelho atingir uma residência particular na cidade de Grayvoron, segundo autoridades locais.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 411 drones ucranianos durante a madrugada em dez regiões do país, além de aparelhos sobre a Crimeia, península ucraniana anexada por Moscou, e os mares Negro e de Azov.

Na região de Saratov, um ataque danificou edifícios residenciais e estruturas de infraestrutura civil, segundo o governador Roman Busargin.

A imprensa russa informou que a refinaria de petróleo local também foi atingida e divulgou imagens de fumaça sobre a cidade.

Já na região de Oryol, autoridades relataram danos a instalações comerciais e industriais.

Veículos de comunicação russos noticiaram ainda um incêndio na fábrica Proton-Electrotex, que produz componentes para equipamentos militares.

Rússia e Ucrânia devem retomar negociações de paz na terça-feira

Representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos têm encontro marcado para a terça-feira (10), em Abu Dhabi.

A reunião será a quarta rodada de negociações mediadas pelo governo do presidente americano Donald Trump. A anterior ocorreu em fevereiro, em Genebra.

Governos ocidentais que apoiam a iniciativa diplomática buscam uma saída para o impasse, mas questões territoriais e de segurança continuam sem resolução.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão .

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