Órgãos reguladores financeiros dos Estados Unidos estão consultando instituições bancárias do país após o roubo recorde contra a Binance. O objetivo é levantar outras possíveis preocupações de cibersegurança após o incidente contra a exchange de criptomoedas.

Segundo a Reuters, supervisores do Sistema de Reserva Federal e de uma agência de controle monetário do Departamento do Tesouro dos EUA iniciaram as conversas voluntárias com bancos no início desta semana, já tendo coletado diversas respostas.

Os questionamentos envolviam a presença ou não de “atividades suspeitas” ou problemas nos serviços recentemente detectados por essas instituições, mas nenhum ataque das mesmas proporções foi registrado no país desde então.

Na França, um banco regional teve um prejuízo de € 100 milhões (cerca de R$ 616 milhões na cotação atual) após um ciberataque nesta semana que ainda não teve todos os detalhes revelados.

Ataque pode servir para melhorar outros sistemas

Uma fonte ouvida pela reportagem diz que um banco preparou uma lista de tópicos que podem ser perguntados por clientes, mas que não há grandes preocupações dos clientes sobre o tema até o momento.

Outro funcionário explicou que a equipe de cibersegurança de outro banco entrou em contato com a Binance “horas depois do ataque”. Vários desses times já estão estudando a invasão para fazer os próprios diagnósticos e aprimorar sistemas de segurança contra as técnicas empregadas no incidente.

A maior preocupação atual desses profissionais está no emprego de inteligência artificial (IA) nos ciberataques, com modelos que evoluem cada vez mais rápido e podem superar os atuais sistemas de proteção.

Para além de IA, os hackers da Binance também utilizaram técnicas avançadas de engenharia social para conseguir acesso a um computador de funcionários com credenciais de acesso ao sistema.

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