Programa de Residência em Inteligência Artificial do Inovabra (Imagem: Divulgação)

Empresas e startups têm buscado na inteligência artificial uma forma de diferenciar seus produtos e serviços no mercado. No entanto, a tecnologia por si só não traz um diferencial competitivo. O importante é usar a IA para resolver um problema real de negócios com mais agilidade ou eficiência. É para transformar esse potencial da IA em capacidade técnica e resultados que o inovabra criou o Programa de Residência em Inteligência Artificial (PRIA). 

As 30 startups selecionadas na edição deste ano participaram da primeira de seis imersões em 18 de setembro. No encontro inaugural, Anderson Soares, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), criador e presidente do conselho do CEIA-UFG e vice-presidente do AI Brasil, provocou os participantes ao abordar decisões críticas, riscos e erros comuns em projetos de IA. Na sequência, as startups fizeram um autodiagnóstico sobre o uso da tecnologia. Ao longo do encontro, também reavaliaram suas previsões, ajustando-as à realidade do próprio negócio.

No segundo encontro, realizado em 9 de outubro, as discussões se concentraram em como construir produtos de IA que estimulem o uso recorrente e pelos quais os clientes estejam dispostos a pagar. As startups trabalharam na revisão de suas propostas de valor e dos recursos essenciais às soluções, com base nas necessidades e no comportamento dos usuários. Ao final do dia, cada founder recebeu um feedback direto de especialistas convidados sobre o trabalho desenvolvido.

A terceira imersão, que aconteceu na semana passada, mergulhou no Harness Engineering, prática de projetar o ambiente, as regras, os fluxos de validação e os mecanismos de controle que orientam a atuação de um agente de IA. O objetivo é tornar essa atuação mais previsível, segura, controlável e auditável.  Depois de conhecer diferentes aspectos da disciplina com especialistas, as startups participaram de uma dinâmica prática aplicada aos próprios negócios.

Entre as 30 participantes selecionadas para o PRIA, cinco fazem parte do ecossistema inovabra: a EMALOG, logtech que criou uma solução para conectar indústrias diretamente a transportadores autônomos, eliminando intermediários; a Tripee, que desenvolveu uma plataforma com IA para a gestão da mobilidade corporativa; a Quick Digital, fintech que oferece soluções de gestão, serviços e produtos digitais: a PMLean, que atua no modelo Innovation as a Service (IaaS); e a Premia, edtech que desenvolve modelos de IA para educação básica e ensino superior.

Até o final do ano, essas startups participarão de outras três imersões. A primeira, em 30 de outubro, irá trazer estratégias de growth para startups AI-first, com uma abordagem que vai além do marketing de performance. O foco será ampliar a distribuição das soluções por meio de comunidades, conteúdo e automação. 

A imersão de 13 de novembro será dedicada aos custos de infraestrutura e às escolhas necessárias para escalar as soluções de IA sem comprometer a margem do negócio. A programação inclui uma análise das arquiteturas das startups para identificar gargalos, desperdícios e oportunidades de economia em ambientes de nuvem.

O encerramento, em 3 de dezembro, terá como tema a captação de investimentos em um mercado contaminado pela hype de IA. O objetivo é preparar as startups para conversar com investidores com mais profundidade e clareza. Na parte prática, as startups trabalharão suas teses de negócio, o uso pretendido dos recursos e a apresentação aos investidores, além de discutir as condições de uma rodada. Ao final, participarão de uma simulação de pitch para investidores convidados, com feedback sobre as propostas.

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