Imagem conceitual representa a volatilidade no mercado brasileiro em períodos eleitorais e os impactos sobre operações de day trade. Imagem gerada com uso de IA.
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ChatGPT-Image-14-de-set.-de-2026-19_09_19.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />A vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno foi recebida de forma negativa pelos mercados brasileiros e deve seguir assim no curto prazo, na avaliação do Citi.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (26), o banco afirma que o resultado contrariou as expectativas predominantes entre investidores e reforça um cenário de assimetria negativa para os ativos domésticos, especialmente após semanas em que o mercado passou a precificar uma maior probabilidade de vitória de Flavio Bolsonaro.
Os estrategistas do banco, liderados por Andre Mazini, apontam que a reação do mercado já começou a aparecer antes da abertura dos negócios. O relatório destaca que os ADRs (recibo de ações negociados nos EUA) da Petrobras registravam queda de cerca de 23% no pré-mercado norte-americano, refletindo preocupações dos investidores com política fiscal, governança de estatais e perspectivas para a agenda econômica do novo mandato.
A avaliação do Citi está alinhada à percepção captada em uma pesquisa realizada com 73 investidores antes do segundo turno. O levantamento mostrou que o mercado esperava uma reação significativamente mais negativa em caso de vitória de Lula do que o potencial de alta projetado para um eventual triunfo do adversário. Os participantes também antecipavam forte desvalorização do real, queda acentuada da bolsa e abertura das curvas de juros em um cenário de continuidade do atual governo.
Apesar da cautela com o desempenho agregado dos ativos brasileiros, o banco ressalta que algumas empresas podem apresentar desempenho relativo superior nos próximos meses. O Citi lembra que, ainda antes da eleição, havia montado uma carteira específica para um cenário de vitória de Lula e acredita que esses papéis tendem a se beneficiar do novo contexto político e econômico.
Entre as principais apostas do banco estão 10 papéis: BTG Pactual (BPAC11), Caixa Seguridade (CXSE3), Copel (CPLE3), Cury (CURY3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), BradSaúde (SAUD3), Ultrapar (UGPA3), WEG (WEGE3) e Axia Energia (AXIA3).
A lista reúne empresas de diferentes setores, incluindo infraestrutura, energia, indústria, serviços financeiros e exportadoras, que, na visão do Citi, possuem características capazes de oferecer proteção relativa em um ambiente de maior volatilidade para o mercado brasileiro.
Para o banco, a principal questão para os investidores a partir de agora será acompanhar os sinais do governo reeleito sobre política fiscal e composição da equipe econômica. A percepção sobre esses temas deve determinar a intensidade da correção dos ativos brasileiros e a velocidade de uma eventual recuperação após a forte reação inicial esperada pelos mercados.
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