Lavoura de milho nos arredores de Wyanet, em Illinois, EUA – 06/07/2018 (Foto: REUTERS/Daniel Acker)

" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Lavoura-de-milho-nos-EUA.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />

Paris (Reuters) – Os preços mundiais dos alimentos registraram ⁠uma ligeira queda em outubro, já que a menor demanda por ‌importações contribuiu para as quedas mensais nos preços dos cereais, laticínios e carnes.

No entanto, ainda estavam quase 6% mais altos do ‌que no mesmo período do ano anterior, informou na sexta-feira (6) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais nos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentícias, registrou média de 133,9 ⁠pontos ‌em outubro, abaixo dos 135,6 pontos revisados de setembro, uma queda de 1,2%..

O índice ficou ⁠5,9% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, mas permaneceu 16,4% abaixo de seu pico de março de 2022.

Leia mais: ONU vê choque de produção e preços de alimentos por gargalo de fertilizantes em Ormuz

Cereais

O índice de preços de cereais da FAO caiu 4,5% em relação a setembro e ficou 12,6% abaixo do registrado no ​ano anterior, devido à queda nas cotações do trigo e do milho. Os preços do trigo recuaram devido à fraca demanda ​por importações e às melhores perspectivas de produção, especialmente na Argentina.

‘As expectativas de flexibilização das restrições aos fluxos de exportação do Mar Negro contribuíram para a pressão de baixa sobre os preços, embora as contínuas interrupções na logística do Mar Negro tenham limitado ‌a queda’, afirmou a FAO em comunicado.

Os preços ​do milho também recuaram após atingirem o maior valor em três anos em setembro, pressionados pela safra dos EUA, pelas expectativas de oferta abundante na América do Sul ⁠e pelas novas ​perspectivas de amenização das ​tensões na região do Mar Negro.

Os preços dos óleos vegetais subiram 0,3%, já que ⁠os preços mais altos da soja ​e do óleo de girassol mais do que compensaram a queda nos preços do óleo de colza.

Açúcar, laticínios e carnes

Os preços do açúcar subiram 6,6%, seu quarto aumento ​mensal consecutivo, atingindo o nível mais alto desde dezembro de 2024, depois que chuvas interromperam a colheita no Brasil. ​Eles estão agora 28,8% ⁠acima do nível do ano anterior.

O índice de laticínios caiu 1,1%, já que os preços ⁠mais baixos da manteiga e do queijo, associados à oferta abundante e à demanda moderada, superaram os ganhos no leite em pó.

O índice de carnes recuou 1,2%, embora ainda estivesse ligeiramente acima do nível do ano anterior, devido à queda nos preços das carnes suína, ovina e ​bovina.

The post Preços mundiais dos alimentos caem em outubro, mas estão mais altos do que há um ano appeared first on InfoMoney.