O jogo online e multiplayer “Paulista Livre” ganhou repercussão nas redes sociais ao propor uma simulação interativa de manifestações políticas na Avenida Paulista, em São Paulo. Desenvolvido para rodar diretamente em navegadores de internet e dispositivos móveis, sem necessidade de instalação local, o título é gratuito, mas oferece um plano de assinatura opcional por R$ 10.
Ao entrar no jogo, o usuário seleciona um dos grupos disponíveis — entre eles, “Bolsonaristas”, “Petistas” ou apoiadores do Partido Missão — e escolhe o perfil visual de seu avatar.
Manifestações virtuais
Na versão gratuita, o mapa da Avenida Paulista fica aberto para exploração a pé ou com veículos. Os jogadores têm acesso a salas de debate com transmissões de áudio ao vivo e votação, uma lata de spray virtual para intervenções visuais, além de 11 missões que concedem itens como motos, bandeiras, carretas e caixas de som.
O inventário inicial também inclui objetos simbólicos para o personagem segurar, como exemplares da Constituição, a Carteira de Trabalho, bíblias e pneus. Já o plano Premium altera a dinâmica do jogo ao desbloquear funcionalidades adicionais.
A modalidade paga permite criar mesas de debate por voz no MASP e em parques, acessar o mapa de Brasília, que reúne representações da Esplanada dos Ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. O pacote também permite personalizar cartazes e utilizar uma ferramenta de relacionamento voltada a maiores de 18 anos.
A plataforma disponibiliza ainda a compra individual de skins personalizadas inspiradas em figuras públicas da política nacional e internacional. Os nomes incluem Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Pablo Marçal, Donald Trump e Karl Marx.
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PvP disponível
O sistema de combate do jogo adota um formato simplificado e cômico, utilizando mecânicas de empurrões e itens como martelos de espuma e um bastão rotulado como “Diálogo”. O título não possui contagem de pontos de vida, sangramento ou eliminação de avatares; ao receber um golpe, o personagem apenas cai no chão e se levanta em seguida.
Segundo Rafael Dias, desenvolvedor de Paulista Livre, a abordagem leve do combate e o uso das ferramentas de áudio foram projetados para incentivar a interação entre pessoas com visões distintas.
“O taco solta um diálogo bem fofo: é uma brincadeira. O que mais acontece no jogo é gente, pela primeira vez, conversando e debatendo com quem pensa diferente, saindo da bolha, com a plateia participando pelo chat e votando”, afirmou em entrevista ao Voxl.
O jogo Paulista Livre permanece acessível de forma gratuita por meio do navegador em computadores e celulares. Vale ressaltar que o TSE não possui limitações para o uso de games no ambiente político, a menos que haja interferência de partidos - saiba mais detalhes aqui.

