Com R$ 150 milhões no caixa, a Flash quer acirrar a disputa pelo mercado de benefícios corporativos e chegar à liderança do segmento até 2030. A meta, segundo o CEO Ricardo Salem, parte de uma combinação de crescimento comercial, expansão do portfólio e uma mudança estrutural no mercado, que começa a abandonar práticas como o rebate para competir mais diretamente por produto e serviço.
Em bate-papo com o fundador do Startups, Gustavo Brigatto, no podcast MVP, o CEO da Flash disse que as novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) colocam empresas como a Flash à frente dos incumbentes.
“O modelo da Flash, que era dito por eles como algo irregular, proibido, virou o novo default”, observa o executivo. Entre os exemplos de mudanças no setor estão os cartões multibenefícios, que permitem usar o auxílio pago pelas empresas em áreas além de alimentação e refeição, incluindo pagamento de contas, academia, entre outros gastos.
A evolução do produto também levou a Flash para além do cartão de benefícios. A empresa passou a identificar, nas conversas com clientes, outras tarefas que poderiam ser incorporadas à plataforma, como gestão de despesas, comunicação com funcionários, pesquisas internas e processos de RH. Foi desse movimento que nasceu a estratégia de construir uma plataforma mais horizontal.
O movimento vem na esteira de uma Série D de R$ 150 milhões liderada pela Battery Ventures e por Kevin Efrusy, anunciada em agosto deste ano. Também participou da rodada o Endeavor Catalyst, fundo global de alto impacto da Endeavor.
Parte dos recursos será usada para reforçar os investimentos da empresa em inteligência artificial. Na Flash, a tecnologia é aplicada em três frentes, segundo Ricardo: crescimento, eficiência operacional e produto. “AI deveria acelerar o crescimento, tem muito AI na máquina de go to market, na máquina de servir e etc. Deveria, obviamente, como todo mundo, gerar eficiência”, afirmou. O CEO diz que já há áreas da operação com três vezes mais eficiência do que há um ano, com aplicações em atendimento, retenção de clientes e predição de churn.
Quer saber mais? A conversa completa está disponível nos canais do Startups no YouTube e Spotify.
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