O Nubank demitiu cerca de 30 funcionários da equipe responsável por investigar denúncias de fraudes financeiras. Os desligamentos ocorreram nessa terça-feira (3) em meio a uma reestruturação do setor, após a empresa automatizar parte das atividades com inteligência artificial (IA).

As informações são da Folha de S.Paulo. Segundo funcionários e ex-funcionários ouvidos pelo jornal, ferramentas de IA adotadas nos últimos seis meses reduziram em 80% a fila de reclamações sobre golpes financeiros. O banco atribui os cortes a mudanças internas.

Equipe de investigações antifraude afetada

O grupo atingido, chamado internamente de investigations, integrava a área de operações contra fraude do Nubank. Os profissionais analisavam contas suspeitas de envolvimento em crimes financeiros, incluindo contas laranjas utilizadas por criminosos para movimentar dinheiro e dificultar o rastreamento. Essa prática já foi alvo de operações da Polícia Federal.

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As ferramentas de IA passaram a ser usadas há cerca de seis meses, inicialmente nos casos de menor complexidade. Parte da equipe ficou responsável por revisar as conclusões geradas pelos sistemas, o que também servia para aperfeiçoar os modelos de linguagem com exemplos de respostas corrigidas. Com a automação, a fila de casos pendentes teria despencado.

Pacote de benefícios e remanejamentos

Antes das demissões, cerca de 40 funcionários da equipe de investigações já haviam sido transferidos para outros setores. Os analistas que permanecem devem atuar nos casos de maior complexidade.

Os desligamentos foram feitos sem justa causa. Os trabalhadores foram informados de que a reestruturação decorreu da redução no volume de trabalho. O banco afirmou que a reorganização de uma área administrativa resultou no remanejamento de profissionais e no encerramento de posições.

Os demitidos devem receber um pacote que inclui salários adicionais e extensão temporária do plano de saúde. O Nubank afirma que segue contratando em outras áreas e não anunciou novos desligamentos relacionados à reestruturação. Em julho, a diretora do Centro de Excelência em Design, Ellen Kiss, disse ao Tecnoblog que a empresa não deixaria de contratar por causa da IA.

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