O Grupo Superlógica decidiu concentrar no próprio CEO a liderança da agenda de inteligência artificial. A empresa anunciou que Carlos Cêra, fundador da companhia, passa agora a acumular também o cargo de Chief Artificial Intelligence Officer (CAIO), enquanto continua à frente dos negócios.
Com mais de mil funcionários, o Grupo Superlógica oferece softwares de gestão e serviços financeiros para os mercados condominial e imobiliário. O portfólio inclui sistemas para administradoras de condomínios e imobiliárias, além de soluções de pagamentos, crédito, conta digital e controle de acesso.
A mudança acontece após a apresentação do Nexus, ecossistema de inteligência artificial da empresa. O projeto reúne agentes de IA capazes de analisar informações, executar tarefas e automatizar processos. Entre as soluções está o Superlógica Workspace, voltado aos players do setor.
Segundo Carlos, a decisão de assumir a função de CAIO está relacionada ao impacto da IA sobre diferentes áreas da companhia. “A IA passou a ter impacto direto sobre produto, gestão e modelo de negócio. Por isso, é uma agenda que exige envolvimento próximo da liderança”, afirma.
A Superlógica considera que a especialização em mercados específicos pode favorecer o uso de IA. A tese é que softwares verticais, por conhecerem processos e regras de determinados setores, podem desenvolver aplicações mais específicas. “A capacidade de automatizar tarefas muito específicas depende de entender profundamente o problema”, diz Carlos.
A agenda de IA ocorre em paralelo a um esforço de aumentar a eficiência operacional e a receita por cliente. A empresa atende mais de 130 mil condomínios, administra mais de 800 mil contratos de locação e conecta mais de 4 mil imobiliárias. Segundo a Superlógica, mais de R$ 50 bilhões são transacionados anualmente em sua plataforma.
Para 2026, a companhia prevê crescimento de dois dígitos, com foco na monetização da base de clientes, nos produtos financeiros e no uso de IA para ganhos de produtividade. A Superlógica tem como meta alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028.
O grupo realizou oito aquisições nos últimos anos. A companhia recebeu R$ 450 milhões em aportes, liderados pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.
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