Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (05/11) em alta de 0,81%, aos 5.531 pontos. O dólar à vista avançou 0,67%, a R$ 5,4876, refletindo a aversão global ao risco e as dúvidas sobre a política econômica do novo governo. No exterior, o DXY teve leve alta após a queda provocada pela vitória democrata nas eleições norte-americanas. No Brasil, o Copom manteve a Selic em 13,75% e alertou para maiores incertezas, enquanto a produção industrial caiu 0,8% em setembro, resultado pior que o esperado.

Para os traders de dólar, o foco estará na repercussão do comunicado do Copom, nas sinalizações fiscais do governo e no comportamento do dólar no exterior. A expectativa pelo pronunciamento de Lula sobre disciplina orçamentária também poderá influenciar o câmbio.

Análise do gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão no campo positivo, retomando o fluxo de alta. O contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém a possibilidade de continuidade do movimento comprador.

Para que a alta ganhe força, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 5.533/5.538,5 pontos. Caso esse rompimento seja confirmado, os próximos objetivos estarão em 5.554/5.644,5 pontos e, em um movimento mais amplo, na região de 5.654,5/5.681 pontos.

Na direção contrária, uma retomada do fluxo vendedor dependerá inicialmente da perda do suporte em 5.519,5/5.502,5 pontos. Abaixo dessa faixa, vejo espaço para uma correção em direção a 5.477/5.453 pontos. O alvo mais distante está localizado em 5.427,5/5.406 pontos.

No gráfico diário, identifico uma retomada compradora após a alta da última sessão. O contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando uma estrutura técnica positiva. A média de 200 períodos, atualmente na região dos 5.335 pontos, segue como uma referência importante de suporte no horizonte mais amplo.

Para dar continuidade à alta, avalio que o ativo precisa superar a região de resistência em 5.546/5.645 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir caminho para os próximos objetivos em 5.753/5.830 pontos.

Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa dependerá da perda dos suportes em 5.453/5.345/5.298 pontos. Abaixo dessas referências, os alvos seguintes estarão em 5.223/5.147 pontos.

O IFR de 14 períodos está em 68,81, aproximando-se da zona de sobrecompra. Embora o indicador ainda não confirme uma condição extrema, o nível elevado recomenda atenção à possibilidade de realização após os avanços recentes.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração: Rodrigo Paz

Saiba mais:

Dólar futuro (WDOZ26): Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração mantém o viés comprador, mas a continuidade da alta ainda depende do rompimento das resistências imediatamente acima do preço atual.

A primeira região relevante está em 5.538,5/5.557 pontos. Caso o volume comprador permita a superação dessa faixa, o contrato poderá avançar em direção a 5.644/5.680 pontos. Acima desse intervalo, os objetivos seguintes estão em 5.747,5 pontos e, no movimento mais longo, em 5.787 pontos.

No cenário de baixa, acompanho os suportes em 5.501/5.453/5.406 pontos. A perda dessas referências tende a fortalecer o fluxo vendedor e pode levar o ativo à região de 5.345/5.320 pontos. Em uma correção mais extensa, os próximos alvos ficam em 5.298/5.258 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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