Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (30/10) no campo positivo, com alta de 0,93%, aos 5.470 pontos. O dólar à vista avançou 1,09%, a R$ 5,4460, maior cotação de 2026, e acumulou alta de 9,15% na semana. No Brasil, o movimento refletiu os receios com a política fiscal e a indefinição sobre a equipe econômica do novo governo Lula, enquanto a taxa de desemprego ficou em 5,2%, em linha com o esperado. No exterior, a moeda subiu diante de algumas divisas emergentes, mas recuou ante o iene e a libra.
Para os traders de minidólar, o foco estará nos efeitos da disputa pela formação da Ptax, que pode elevar a volatilidade próximo às janelas de coleta do Banco Central, às 10h, 11h, 12h e 13h. As sinalizações sobre a política fiscal e a equipe econômica, somadas ao comportamento global do dólar, serão importantes para avaliar se a moeda sustenta a região de R$ 5,44 ou passa por realização.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão em alta, dando continuidade à recuperação recente. Apesar do resultado positivo, o contrato perdeu força no fim do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
Essa configuração mostra que o fluxo principal permaneceu comprador, mas houve realização nas últimas horas da sessão. Por isso, considero importante acompanhar se o ativo terá força para superar as primeiras resistências ou se ampliará a correção de curtíssimo prazo.
Para dar continuidade à alta, o contrato precisará superar inicialmente a resistência em 5.475/5.488,5 pontos. Acima dessa faixa, vejo espaço para um avanço em direção a 5.503/5.554 pontos. Caso o volume comprador ganhe intensidade, o próximo objetivo estará na região de 5.664,5/5.681 pontos.
No cenário de correção, acompanho a perda do suporte em 5.464,5/5.449,5 pontos. O rompimento dessa região para baixo poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o ativo até 5.429/5.406 pontos. Em um movimento mais amplo, o próximo alvo estará em 5.378/5.345 pontos.
No gráfico diário, observo que o minidólar avançou pela segunda sessão consecutiva e mantém potencial para prolongar o movimento de recuperação. O contrato negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando uma estrutura técnica positiva.
A média móvel de 200 períodos, localizada em 5.338 pontos, atua como uma referência importante de suporte. Enquanto o ativo permanecer acima dessa região, o cenário continuará favorecendo os compradores no horizonte diário.
Para seguir com o movimento de alta, o minidólar precisará superar inicialmente a resistência em 5.494/5.650 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar o fluxo comprador e abrir caminho para 5.753/5.830 pontos.
Por outro lado, uma retomada da baixa ganhará força com a perda do suporte em 5.342/5.298 pontos. Abaixo dessa região, projeto como alvo inicial a faixa de 5.223/5.147 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 67,76, ainda abaixo da região clássica de sobrecompra, embora já sinalize atenção diante da valorização recente.

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Dólar futuro (WDOZ26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém o viés comprador, mas a continuidade da recuperação dependerá do rompimento de resistências relevantes.
Para confirmar a alta, o contrato precisará superar inicialmente a região de 5.494/5.557 pontos. Acima dessa faixa, a próxima resistência estará em 5.644/5.680 pontos. Caso o fluxo comprador seja intensificado, o ativo poderá buscar 5.747,5 pontos, com alvo mais longo em 5.787 pontos.
Para retomar o movimento de baixa, acompanho a perda do suporte em 5.441/5.406 pontos. Se essa região for rompida para baixo, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e pressionar o contrato em direção a 5.345/5.320 pontos. Em uma correção mais prolongada, os próximos alvos estarão em 5.298/5.258 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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