Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (05/11) em queda de 1,16%, aos 167.495 pontos, voltando a recuar após a alta anterior. Os contratos de mini-índice deverão refletir a queda de 0,82% do Ibovespa, aos 166.191,45 pontos, em uma sessão marcada pela cautela fiscal e pela piora do exterior. A ausência de medidas concretas após a reunião do governo manteve a insatisfação dos investidores, enquanto o Copom interrompeu o ciclo de cortes e manteve a Selic em 13,75%. A produção industrial também decepcionou ao recuar 0,8% em setembro. Em Nova York, os principais índices caíram mais de 2%, com o Nasdaq recuando mais de 5,5% diante das perdas em empresas ligadas a chips e data centers.
Para os traders de mini-índice, o foco nesta sexta-feira estará no payroll e na taxa de desemprego dos Estados Unidos, que poderão influenciar Wall Street e o apetite por risco. No mercado doméstico, a reação da curva de juros seguirá importante para bancos e empresas sensíveis às taxas, enquanto o comportamento de Vale (VALE3), Petrobras (PETR3;PETR4) e Embraer (EMBJ3), além dos balanços corporativos, deverá ajudar a definir se o contrato encontra espaço para recuperação ou prolonga a pressão vendedora.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em queda e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração indica retomada da pressão vendedora e mantém o ativo vulnerável à continuidade do movimento negativo.
Para prolongar a baixa, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o primeiro suporte, situado em 167.355/167.100 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar as vendas e levar o índice em direção a 166.685/166.470 pontos. Em uma extensão do movimento, o próximo objetivo estará em 166.240/166.025 pontos.
No cenário comprador, uma recuperação dependerá da superação da resistência de 168.955/169.230 pontos. Caso o rompimento ocorra com volume, o mini-índice poderá avançar até 169.800/170.125 pontos. Acima dessa região, o alvo mais distante ficará em 170.975/171.110 pontos.
No gráfico diário, vejo uma estrutura ainda predominantemente baixista. O índice voltou a recuar e permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento expressivo dessas referências. Esse cenário mantém o risco de continuidade das perdas, ainda que o movimento bastante esticado possa favorecer um repique técnico.
Para iniciar uma recuperação mais consistente, será necessária uma forte entrada de fluxo comprador e a superação das resistências em 170.975/178.700 pontos. Se esse movimento for confirmado, os próximos objetivos estarão em 181.185/186.275 pontos.
Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá do rompimento dos suportes de 166.470/162.145 pontos. A perda dessa região poderá ampliar o fluxo vendedor e levar o índice em direção a 156.720/150.485 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 26,54, dentro da região de sobrevenda. O indicador reforça o grau de esticamento da queda e a possibilidade de repiques, mas, isoladamente, não confirma a formação de um fundo nem uma reversão da tendência.

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WINZ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em queda e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração mantém o viés negativo e indica potencial para continuidade, especialmente se os suportes mais próximos forem rompidos.
Para seguir com o movimento de baixa, o índice precisará perder a sequência de suportes em 167.355/166.470/166.020 pontos. Abaixo dessa região, poderá buscar 165.390/164.020 pontos. Os alvos mais longos estarão em 163.125/162.660 pontos.
No campo positivo, a retomada do fluxo comprador dependerá da superação das resistências em 169.080/171.015/172.800 pontos, acompanhada por aumento de volume. Acima dessa faixa, o mini-índice poderá avançar em direção a 174.325/178.700 pontos e, posteriormente, a 181.185/182.490 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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