Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (30/10) em queda de 0,41%, aos 170.350 pontos. Os contratos de mini-índice deverão refletir a quinta queda consecutiva do Ibovespa, que recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, e acumulou baixa de 18,12% na semana, a pior desde março de 2020. A incerteza fiscal, a alta dos juros futuros e o desemprego em 5,2% ampliaram a pressão sobre bancos, siderúrgicas e empresas ligadas ao consumo. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) limitaram as perdas, enquanto Wall Street despencou com as preocupações sobre os gastos das empresas de tecnologia com inteligência artificial.
Para os traders de mini-índice, o foco na retomada das negociações estará nas sinalizações fiscais, na definição da equipe econômica e na aproximação da decisão do Copom. A reação dos juros futuros e de setores sensíveis ao crédito, especialmente bancos e varejistas, será importante para medir o risco de novas quedas. O desempenho de Vale, Petrobras e das ações de tecnologia em Nova York, além das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, também poderá definir se o contrato encontra espaço para um repique ou prolonga a pressão vendedora.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com baixa, embora tenha permanecido ligeiramente acima e muito próximo das médias de 9 e 21 períodos. Essa proximidade exige cautela, pois ainda não representa uma reversão clara da pressão vendedora.
Para a continuidade do movimento de baixa, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o primeiro suporte, situado em 169.605/169.070 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar o movimento e abrir espaço para um teste de 166.790/166.025 pontos. Em uma extensão da queda, o alvo mais distante fica em 165.465/165.225 pontos.
No cenário comprador, uma recuperação dependerá do rompimento da resistência de 170.645/171.455 pontos. Caso essa região seja superada com volume, o índice poderá avançar em direção a 172.455/173.915 pontos. Acima dessa faixa, o próximo objetivo estará em 174.235/176.640 pontos.
No gráfico diário, vejo uma estrutura ainda predominantemente baixista. O índice encerrou novamente em queda e permanece abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, com forte afastamento em relação a elas. Esse quadro mantém aberta a possibilidade de novas perdas, embora o movimento já bastante esticado também exija atenção para um eventual repique técnico — sinal que, até o momento, ainda não apareceu.
Para retomar uma trajetória de alta, o mini-índice precisará de forte entrada de fluxo comprador e da superação sucessiva das resistências em 178.700, 181.185 e 186.275 pontos. Se esse movimento for confirmado, os objetivos seguintes estarão na região de 198.215/205.865 pontos.
Para dar continuidade à queda, o índice deverá romper os suportes de 166.790/162.145 pontos. Abaixo dessa faixa, o movimento vendedor poderá mirar 156.720/150.485 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 26,66, dentro da região de sobrevenda. O indicador reforça o grau de esticamento da queda e recomenda cautela com novas posições vendidas, mas, isoladamente, não confirma uma reversão.

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WINZ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou em baixa e permanece abaixo das médias de 9 e 21 períodos. A configuração mantém o viés negativo, e o comportamento do preço nas regiões técnicas mais próximas deverá orientar o pregão.
Para prolongar o movimento de baixa, o índice precisará romper a faixa de suporte em 169.070/166.790 pontos. Se isso ocorrer, os próximos objetivos estarão em 166.020/165.390 pontos. A perda de 165.390 pontos poderá levar o ativo ao alvo mais longo de 164.020 pontos.
Já uma reação compradora dependerá de volume suficiente para superar a resistência de 171.015/172.800 pontos. Acima dessa região, o índice poderá buscar 174.325/178.700 pontos e, posteriormente, 181.185/182.490 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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