O Itaú ampliou ainda mais o gap em relação aos concorrentes com o resultado do terceiro trimestre reportado agora à noite.  A carteira de crédito cresceu de forma saudável apesar da piora macro, o ROE caiu mas segue acima de 23%, e o balanço patrimonial continuou sólido, com o índice de capital principal aumentando 40 basis points para 12,7%. Para o Citi, o banco comandado por Milton Maluhy mostrou que é mais forte que o ciclo econômico.  Outro analista do sellside notou que o banco cresceu menos, mas o balanço de hoje “mostra que o Itaú está preparado para enfrentar uma piora do cenário e até aproveitar oportunidades e ganhar share.” O lucro foi de R$ 12,6 bilhões no trimestre, uma expansão de 1,7% em relação ao tri anterior e de 6,7% na comparação anual. O número ficou dentro do consenso.  Excluindo os impactos fiscais da venda da operação de varejo na Colômbia, em julho, o lucro teria aumentado 2,5% no tri a tri. O ROE consolidado ficou em 23,6% – uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas ainda acima dos 23,3% de um ano atrás. A operação Brasil gerou um ROE de 24,5%.  A carteira de crédito cresceu 1,4% no consolidado e 2,4% no Brasil no tri, para R$ 1,5 trilhão. No ano a ano, a expansão foi de 10,2% e 10,9%, respectivamente. A margem com clientes avançou 2,2% no trimestre e 6,6% no ano.  O índice consolidado de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 2% – ante 1,9% em junho e também em setembro.  No Brasil, esse indicador ficou em 2,1%, estável em relação ao trimestre anterior e 0,1 ponto percentual acima do apurado no mesmo período de 2025.  Ainda assim, as provisões aumentaram 2,3% no trimestre e 9,6% no ano. O ponto negativo foram as receitas de prestação de serviços e seguros, que caíram 0,2% no tri a tri e aumentaram 0,2% na comparação anual. Pressionado pela concorrência, o Itaú vem reduzindo ou deixando de cobrar tarifas de conta corrente para pessoas físicas, o que reduziu novamente essas receitas: a queda foi de 2,2% no tri a tri e de 16,9% no ano.  O trimestre também foi mais fraco para o banco de investimentos, “reflexo de um mercado de capitais menos ativo”, disse o CFO Gabriel Moura num vídeo logo após a divulgação do balanço. As receitas de assessoria financeira e corretagem diminuíram 26,3% no trimestre e 26,6% no ano.  O Itaú já havia revisado o guidance para as receitas totais no trimestre passado, para uma expansão entre 2% e 5% no ano, e analistas agora acreditam que o banco deve entregar o piso da projeção. A ação do Itaú cai 1,7% no ano – menos que Bradesco e Banco do Brasil (ambos com baixas de 25%) e   Santander (-27%). O banco vale R$ 449 bilhões na Bolsa.