Ações do Itaú (Imagem gerada com uso de IA/Rodrigo Petry)
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Itau-e-Ascensao-do-Mercado-Financeiro.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) ensaiam uma recuperação após o forte tombo registrado na semana passada, quando acumularam queda de aproximadamente 19,9%, em meio à turbulência do mercado após o segundo turno das eleições. Nesta quarta-feira (4), impulsionados pela divulgação do balanço do terceiro trimestre, os papéis avançaram 3,17%, aos R$ 39,71.
A reação ocorre após ITUB4 buscar a região de R$ 38,11, onde surgiram os primeiros sinais de estabilização. O movimento tenta interromper a pressão vendedora que levou a ação a acumular queda de 12,59% em outubro, depois de renovar sua máxima histórica de R$ 50,83 no início daquele mês.
Apesar da correção, o Itaú ainda acumula valorização de 13,13% em 2026. Agora, a questão é saber se a recuperação terá força para superar as resistências e recolocar os R$ 45 no radar.
Nos gráficos diário e semanal, a análise técnica indica espaço para um repique, mas a recuperação ainda enfrenta obstáculos. O primeiro está em R$ 39,90, seguido pela região de R$ 42 a R$ 43, onde passam médias móveis importantes. A superação dessas faixas será decisiva para uma retomada mais consistente da alta.
Itaú (ITUB4) no curto prazo: reação compradora pode ganhar força?

No gráfico diário, ITUB4 reagiu após atingir a mínima recente de R$ 38,11, região em que formou um candle de indecisão, semelhante a um doji. A alta da última sessão sugere a formação de um fundo de curto prazo, embora o papel ainda negocie abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
O afastamento dessas referências, aliado ao IFR (14) em 34,12, próximo da sobrevenda, favorece um possível repique técnico. No entanto, a intensidade da queda anterior exige cautela e confirmação do movimento.
Para ganhar força, o ativo precisa superar R$ 39,90, abrindo caminho para R$ 42,03, seguido pela média móvel de 200 períodos (R$ 42,60) e pela resistência em R$ 43,17. Acima dessa faixa, os próximos alvos estão em R$ 45,25 e R$ 47,51, com objetivo mais distante na máxima histórica de R$ 50,83. O aumento do volume comprador daria maior sustentação à recuperação.
Já a perda de R$ 38,11, seguida pelo rompimento de R$ 37,31, enfraqueceria a reação e poderia ampliar a pressão vendedora. Nesse cenário, os suportes seguintes estão em R$ 35,62 e R$ 33,35, com níveis mais distantes em R$ 30,49 e R$ 27,30.
Por enquanto, os sinais de recuperação ainda são iniciais, e a tendência de curto prazo permanece fragilizada enquanto o papel negociar abaixo das principais médias móveis.
ITUB4 no médio prazo: médias móveis ainda limitam recuperação

No gráfico semanal, a recente correção interrompeu a trajetória de valorização de ITUB4, iniciada em 2025 e intensificada entre setembro e outubro de 2026. Mesmo com a tentativa de recuperação, o ativo permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, em R$ 43,18 e R$ 42,47, respectivamente. Já a média de 200 períodos está em R$ 29,31.
O IFR (14) marca 44,88, em região neutra, sem sinais de sobrecompra ou sobrevenda. A distância em relação às médias mais curtas abre espaço para uma aproximação dessas referências, mas a estrutura de médio prazo ainda recomenda cautela.
A primeira barreira está na máxima semanal de R$ 39,90. Caso seja superada, o papel poderá buscar as médias em R$ 42,47 e R$ 43,18, faixa importante para avaliar a consistência do movimento comprador. Um rompimento acompanhado de maior volume favoreceria avanços até R$ 45,25 e R$ 47,51, antes de um eventual teste da máxima histórica de R$ 50,83.
No cenário de baixa, o rompimento do suporte em R$ 37,31 abriria espaço para recuos até R$ 35,62 e R$ 33,35. Abaixo desses patamares, as próximas referências estão em R$ 30,49 e na média móvel de 200 períodos, em R$ 29,31, seguidas pelos suportes mais distantes de R$ 25,69 e R$ 22,92.
Dessa forma, a recuperação ainda depende da retomada das médias móveis de 9 e 21 períodos para ganhar consistência no médio prazo. Até lá, permanece o risco de novas quedas caso os suportes sejam perdidos.
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