O Google Reader era uma plataforma que permitia reunir conteúdos de diferentes fontes, como sites de notícias e blogs, e acompanhar suas atualizações em um só lugar. A proposta era facilitar a visualização, a leitura e o compartilhamento de conteúdos, funcionando como um agregador. No entanto, nem todos os artigos podiam ser visualizados por completo na plataforma, obrigando os usuários interessados a clicar no link para acessar o conteúdo integral.
Lançado em 2005, o aplicativo surgiu como um experimento do Google Labs, a partir de uma ideia de Chris Wetherell, do Google, e Jason Shellen, do Reader, para exibir feeds Atom de páginas da internet. Sua base tecnológica também incluía o Really Simple Syndication (RSS), que permitia aos sites distribuir atualizações de conteúdo. Na plataforma, o usuário podia assinar diferentes feeds, organizar conteúdos em pastas, identificar o que já havia lido e o que ainda não havia lido, salvar publicações favoritas e pesquisar informações. Também era possível visualizar recomendações.

Interface do Google Reader. Josiah Ulfers/reprodução.
Em maio de 2008, o Google Reader ganhou uma versão para iPhone, acessível apenas pelo navegador. Dois anos depois, a empresa lançou um aplicativo para dispositivos Android. Na sequência, o Google passou a apostar em uma nova plataforma de compartilhamento, o Google+. A novidade afetou a experiência de uso do Reader.
Em 2013, o serviço foi encerrado durante a chamada Limpeza de Primavera, iniciativa em que a empresa descontinuava projetos considerados não essenciais. Em texto publicado pelo TechCrunch, Shellen descreveu o Google Reader como “amado, porém problemático”. No anúncio oficial, o então engenheiro de software da plataforma, Alan Green, explicou que, embora o Reader tivesse usuários fiéis, seu uso já não era o mesmo e a empresa pretendia concentrar esforços em um número menor de projetos.
Em matéria publicada em março daquele ano, o jornalista Anthony Ha, do TechCrunch, observou que o fim do Reader era “bastante óbvio”. Isso porque o AdSense para feeds também havia sido desativado anteriormente. A ferramenta permitia inserir anúncios do Google em feeds RSS. Internamente, a empresa já dava sinais de que o fim estava próximo, com investimentos cada vez menores e realocação de funcionários. Outro fator foi a ascensão das redes sociais, especialmente do Twitter, hoje chamado X, conforme destacou O Globo.
A notícia desapontou muitos usuários, que apreciavam a facilidade e a agilidade proporcionadas pelo aplicativo. O descontentamento foi tamanho que usuários criaram uma petição na Change.org, que reuniu quase 155 mil assinaturas.
Imagem: divulgação.

