Jogo na galeria do Google Playground (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o Playground, uma plataforma de criação de jogos que utiliza inteligência artificial para gerar games personalizados com base em instruções do usuário.
  • A plataforma permite criar jogos 2D ou 3D sem necessidade de conhecimentos de programação, com opções de personalização de cenário, personagens e física.
  • O serviço está disponível em caráter experimental nos Estados Unidos e oferece recursos adicionais para assinantes do Google One, com jogos gerados acessíveis via navegador em dispositivos móveis e desktop.

Se você sempre quis desenvolver jogos, mas não tem conhecimento para isso, pode se aventurar no Google Playground, se estiver nos Estados Unidos. Estamos falando de uma recém-lançada plataforma de IA que cria games de acordo com as instruções (prompts) dadas pelo usuário.

Sim, funciona como um ChatGPT ou um Gemini, mas focado em jogos. Tudo o que o usuário precisa fazer é acessar o site do Google Playground e descrever como quer que o jogo seja criado. Pode-se gerar games totalmente do zero, usar prompts pré-prontos como ponto de partida ou recorrer ao suporte guiado de criação.

O usuário pode testar o jogo assim que o Playground apresentar o resultado. Se algo tiver que ser removido, ajustado ou acrescentado, basta dar novas instruções.

A qualquer momento, é possível reescrever regras, ajustar parâmetros de física, modificar o cenário, alterar características de personagens e assim por diante. Não é preciso ter conhecimentos de programação para realizar essas tarefas.

Pode-se criar jogos 2D ou 3D. Sobre esta última categoria, chama a atenção a integração do Playground ao também recém-anunciado Unity Spark, outra plataforma para criação de jogos via IA, mas mais avançada.

Nesse sentido, o Google afirma que o Spark permite “mecânicas robustas de nível profissional, recursos 3D de alta fidelidade e a flexibilidade do ambiente de execução do Unity”.

O Unity Spark não é obrigatório. O Playground conta com outros recursos para a geração de jogos, que incluem os modelos de inteligência artificial do Gemini, o Nano Banana, o Lyria (para efeitos sonoros) e uma camada de software desenvolvida pelo Google especialmente para games.

Os jogos gerados via Playground são direcionados a navegadores, podendo ser executados tanto em dispositivos móveis quanto no desktop. Depois de criados, eles podem ser mantidos pelo usuário como privados em sua conta na plataforma ou serem publicados na galeria Playground Explore, onde podem ser compartilhados.

Como acessar o Google Playground?

O Google Playground tem um site oficial. Mas agora vem o balde de água fria: por enquanto, a novidade só está disponível para usuários baseados nos Estados Unidos, até porque a plataforma está em fase experimental. Por lá, é preciso ter 18 anos ou mais para usar o serviço.

Leve em conta também que o Playground libera recursos seguindo níveis de distribuição, que variam conforme a assinatura que o usuário mantém no Google One. Quem não assina o Google One tem acesso somente a recursos básicos.

Quem está fora dos Estados Unidos não consegue criar jogos, mas pode acessar os já existentes. Eu, pelo menos, consegui acessar o Playground Explore estando no Brasil.

Google Playground permite criar jogos sem saber programar