O Google apresentou nesta terça-feira (27) um novo modelo de linguagem de inteligência artificial (IA). A novidade é o Genie 4, plataforma especializada na criação de experiências simuladas e interativas.

Na prática, a plataforma permite o desenvolvimento de ambientes virtuais que podem ser explorados como se fossem uma espécie simples de jogo, com setas do teclado servindo de controle para personagens e câmera.

O protótipo desse projeto foi revelado no começo do ano e impressionou até mesmo o mercado de games pelo potencial. Nesta nova versão, entretanto, a empresa ampliou os exemplos para além dos jogos e sugere outras utilidades para a ferramenta.

De acordo com o Google, o Genie 4 pode ser usado a partir de simples prompts para criar simulações que serão usadas como protótipo de produtos, jogos ou materiais audiovisuais, teste de cena para diretores ou ser até um ambiente de treinamento para robôs.

Imersão em mundos virtuais

Como destaca a empresa, é notável a evolução em comparação com o modelo anterior. O novo modelo de linguagem multimodal para gerar ambientes “jogáveis” permite a criação de cenários que são mais realistas e personalizáveis.

Nesta versão, é possível usar prompts em forma de conversa natural para editar elementos da simulação em tempo real, como adicionar objetos ou personagens e trocar o ângulo da câmera sem exigir cortes no material.

Exemplos listados pela companhia incluem uma ave andando por um cenário de neve, um passeio interativo pelo visual de uma das pinturas mais famosas de Vincent Van Gogh e a cena de um casal escapando de um apocalipse na cidade em uma moto, além de uma simulação de um ataque medieval a um castelo, com personagens em cima de dragões.

O Genie 4 também é capaz de trabalhar com simulação das leis da Física, respeitando ações como colisões, quedas e a aerodinâmica de itens. Pela primeira vez nessa plataforma, também é possível adicionar sons ao espaço virtual, de barulhos da natureza ou de objetos até diálogos.

O novo modelo consegue gerar simulações estáveis de até dois minutos, o dobro da versão anterior, com o risco de inconsistências de continuidade nas experiências mais duradouras e complexas.

Essa plataforma utiliza elementos de outras IA da Google na operação:

  • O Gemini Omni, para manter as simulações com aparência e comportamentos realistas;
  • O Gemini 3.8 Flash como assistente que observa o cenário, estrutura as operações e supervisiona o andamento da experiência como um todo;
  • E o Gemini 4 Argon, modelo top de linha para lidar especificamente com as aplicações em robótica.

O Genie 4 por enquanto só está disponível como uma prévia de pesquisa para parceiros próximos da empresa no Google AI Studio e pela API do Gemini. Em breve, mas em uma data ainda não confirmada, assinantes do plano Google AI Ultra também terão acesso ao modelo.

Acesse a seção sobre IA no TecMundo e fique informado sobre as novidades desse mercado!