Google Gemini ganha novo modelo de fronteira (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o Gemini 4 Carbon, um modelo de inteligência artificial focado em cibersegurança e programação avançada, com capacidades de identificação de vulnerabilidades e correção de códigos.
  • O Gemini 4 Carbon alcançou 59 pontos no índice da Artificial Analysis, superando rivais como o Claude Opus 5.5 da Anthropic e o GPT-6 Astra da OpenAI.
  • O modelo será restrito a especialistas de defesa digital e autoridades dos EUA por enquanto, com previsão de liberação para API em uma a duas semanas, mas sem prazo para chegada ao aplicativo Gemini ou interface para navegadores.

Apenas duas semanas após o anúncio do Gemini 4 Argon, o Google já lançou o que considera o seu novo modelo de fronteira. O Gemini 4 Carbon é destinado a tarefas avançadas de programação e cibersegurança, incluindo identificação de vulnerabilidades em ambientes controlados e correção de códigos.

O modelo, apresentado nesta quarta-feira (29/10), não chega ao público geral por enquanto. Como tem sido comum desde o Claude Mythos 5 para modelos com tamanho poder, o Carbon será inicialmente restrito a especialistas de defesa digital enquanto conduz avaliações de segurança com autoridades dos Estados Unidos.

O Google prevê liberar os primeiros acessos por API entre daqui a uma e duas semanas, enquanto ainda não há prazo para a chegada ao aplicativo Gemini ou à interface para navegadores. O preço da API deve seguir a mesma tabela do modelo Argon: US$ 2 (cerca de R$ 10) por milhão de tokens de entrada e US$ 10 (R$ 53) por milhão de tokens de saída.

Gemini 4 Carbon lidera ranking de IA

O Google destaca o avanço da IA em benchmarks. No índice da consultoria independente Artificial Analysis, que mede o desempenho próximo do uso real da IA, o Gemini 4 Carbon alcançou 59 pontos. O número o coloca à frente de rivais como Claude Opus 5.5 (Anthropic), com 58, do GPT-6 Astra (OpenAI), com 57, e do Gemini 4 Argon, com 50.

Segundo o Google DeepMind, um dos principais avanços está em tarefas mais longas: em testes internos, o Carbon conseguiu trabalhar durante dias sobre problemas complexos de software, retomando etapas e buscando alternativas quando encontrava caminhos sem solução.

Ainda assim, há tarefas em que desempenhou menos do que concorrentes. No benchmark FrontierSWE 2, voltado a agentes de programação, ficou abaixo do GPT-6 Astra e do Opus 5.5. Perdeu para a IA da Anthropic também no OSWorld-2.1, um dos principais testes de capacidade de operação autônoma de computadores.

tabela descrevendo testes e pontuação do Gemini 5 Carbon em testes de benchmark contra modelos da OpenAI e Anthropic
Gemini 4 Carbon sai na frente de IAs concorrentes em maioria dos testes (imagem: reprodução/Google)

Modelo consegue explorar falhas

O foco maior do Gemini 4 Carbon é o setor de cibersegurança. Nos testes apresentados pela companhia, ele obteve:

  • 88,2% no SEC-bench Pro, voltado à identificação de vulnerabilidades reais
  • 54,8% no ExploitGym, que testa a exploração de falhas
  • 71% no CWE-bench, focado na criação de correções de código

Com o avanço, o Google afirma que o modelo consegue atuar desde o encontro de vulnerabilidades até uma possível correção. A atenção da indústria a esse tópico, vale lembrar, ocorre após casos seguidos de “fuga” de ambientes de testes por diferentes modelos da OpenAI, Anthropic e Meta.

O Carbon também se mostrou bastante resistente a ataques de prompt injection, algo que tem sido um problema especialmente em empresas e órgãos públicos que têm atribuído etapas de trabalho à IA. O teste não conseguiu enganar o modelo do Google em nenhuma das tentativas de ataque.

Google lança Gemini 4 Carbon com avanços em cibersegurança, mas você ainda não pode usá-lo