A Getnet reduziu de sete para dois dias o ciclo de fechamento financeiro da companhia com o uso de agentes de inteligência artificial. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a CI&T, tem potencial para diminuir em até 60% o esforço operacional nas etapas de coordenação, validação e monitoramento do processo.

O projeto, batizado de Sequoia, foi estruturado para ser replicado nos sete países em que a Getnet opera e pode ser expandido para outras áreas da empresa. A Getnet atende cerca de 1,2 milhão de clientes e atua como fornecedora de soluções de meios de pagamento na América Latina e na Península Ibérica.

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Arquitetura sobre dados governados

O ponto de partida do Projeto Sequoia foi a construção de uma base de dados integrada, organizada e auditável. As informações financeiras foram estruturadas no Databricks Lakehouse, e o Databricks Workflows passou a coordenar as etapas do calendário de fechamento. Painéis em Databricks SQL permitem acompanhar o recebimento, o processamento das informações e os resultados das validações.

No centro dessa arquitetura está a Close Control Table, uma camada de controle que reúne, em um único ambiente, o calendário de fechamento, as entregas, os responsáveis, as dependências entre tarefas, os resultados das validações, as exceções, as evidências e as aprovações. Essa estrutura viabiliza a atuação coordenada dos agentes de inteligência artificial sobre o processo.

O Global Head of Finance Transformation da Getnet, Bruno Paronetti, afirma que o projeto “representa uma evolução importante na forma como estamos transformando a operação financeira da Getnet. Mais do que automatizar atividades, estamos usando dados e inteligência artificial para simplificar processos complexos, ganhar eficiência e permitir que nossos times concentrem cada vez mais seus esforços em análises e decisões de maior valor para o negócio”.

Agentes de IA no fechamento financeiro

Sobre essa base de dados, agentes especializados de inteligência artificial assumem funções distintas ao longo do ciclo. O Supervisor de Fechamento atua como orquestrador; acompanha o calendário, verifica o recebimento dos insumos necessários, aciona fluxos de trabalho, monitora resultados e encaminha para revisão humana apenas as exceções que exigem análise.

Os demais agentes se dividem em três funções. Os Agentes Analistas Operacionais monitoram as execuções e automatizam a organização de evidências e narrativas para revisão posterior. Os Agentes de Regras de Negócio aplicam regras financeiras e operacionais nas reconciliações e nas análises de variação, conforme parâmetros predefinidos. Já os Agentes de Estrutura e Qualidade de Dados verificam formato, integridade, lacunas e inconsistências nas informações recebidas.

O modelo distribui as responsabilidades entre tecnologia e equipes humanas; os agentes absorvem as atividades repetitivas de coordenação e validação, enquanto os profissionais se concentram nas exceções e decisões que exigem conhecimento do negócio.

O diretor executivo da CI&T, Luis Molan, explica que “o que muda com o modelo agêntico é a capacidade de coordenar diferentes agentes especializados dentro de um mesmo processo. No Sequoia, temos um agente responsável pela orquestração do fechamento e subagentes que atuam em qualidade de dados, regras de negócio e análise operacional. Eles trabalham de forma coordenada, acionando as etapas necessárias e escalando para as pessoas apenas aquilo que exige julgamento humano. É essa combinação que permite levar a IA de tarefas isoladas para uma operação financeira de ponta a ponta”.

A arquitetura desenvolvida no Projeto Sequoia foi construída para ser replicável; a expansão para outras operações da Getnet além dos sete países já contemplados é uma possibilidade prevista pela companhia.

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