O Flamengo está modernizando sua infraestrutura de dados em parceria com a BlueShift e o Google Cloud. O projeto organiza informações sobre partidas e jogadores para ampliar os recursos de análise e apoiar as decisões da comissão técnica.
A iniciativa utiliza uma arquitetura que facilita o processamento de estatísticas e prepara o clube para incorporar aplicações de inteligência artificial no futuro.
Lakehouse e BigQuery organizam dados do futebol
Durante os 90 minutos de uma partida, são registrados mais de 3 mil eventos em campo, entre passes, chutes e toques na bola. Para transformar esse volume de informações em análises úteis, o projeto separou os fluxos de registro e análise e centralizou o ambiente analítico no BigQuery, serviço do Google Cloud.
A modernização também envolveu a construção de uma arquitetura lakehouse, que combina armazenamento e análise de grandes volumes de dados em um ambiente integrado. As informações são organizadas em camadas, desde os registros originais até os dados tratados e prontos para consulta.
Na prática, essa estrutura permite à comissão técnica trabalhar com diferentes indicadores de desempenho dos atletas. Entre as possibilidades de análise estão:
- Comparar métricas de desempenho dos jogadores;
- Acompanhar a evolução individual e coletiva dos atletas;
- Identificar padrões individuais e coletivos nas partidas.
A solução também levou em consideração as ferramentas e competências já utilizadas pelos profissionais do clube, favorecendo a adoção da plataforma na rotina de trabalho.
Dados ajudam a orientar decisões da comissão técnica
Com as informações organizadas, os analistas podem explorar diferentes cenários e fornecer subsídios para o planejamento esportivo. A plataforma também oferece ambientes seguros para consulta e análise dos dados, com controle de recursos e custos.
Segundo Esteban Huerta, especialista em Google Cloud na BlueShift, o principal desafio está em transformar grandes volumes de registros em informações úteis para o futebol.
“O diferencial não está apenas em reunir grandes volumes de dados, mas em transformá-los em informações que apoiem decisões mais assertivas”, explica.

Inteligência artificial está nos planos para o futuro
A infraestrutura também foi preparada para permitir a incorporação futura de aplicações de inteligência artificial por meio do Vertex AI, plataforma do Google Cloud. A proposta é combinar estatísticas, imagens e outros tipos de informação para ampliar os recursos de análise, sem exigir a reconstrução da estrutura já implementada.
Essa etapa ainda representa uma possibilidade de evolução do projeto. Huerta afirma que a base tecnológica foi planejada para acompanhar novas demandas e permitir que o Flamengo adote ferramentas mais avançadas sem precisar reconstruir sua infraestrutura a cada nova necessidade.
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