O mercado de fundos imobiliários também reagiu negativamente à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República. O Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa – operou em forte queda e fechou o dia com perdas de 5,64%.
O desempenho é o terceiro pior da história do índice, abaixo apenas das sessões do dia 12 e 18 de março de 2020, mês em que foi decretada a pandemia da Covid-19. Nessas datas, o indicador caiu 6,57% e 13,23%, respectivamente.
Individualmente, os fundos devolveram na sessão desta segunda-feira (26) os ganhos observados entre os primeiro e segundo turnos das eleições. No período, as carteiras chegaram a subir até 22% com a expectativa de vitória do candidato da oposição.
Hoje, nenhum dos 97 fundos que compõem o Ifix encerrou o dia em alta. Na outra ponta da lista, as quedas chegam a mais de 17%, como é o caso do TG Ativo Real (TGAR11), fundo que mais subiu antes do segundo turno do pleito. Veja as maiores baixas do dia.
Fonte: B3 (26/10/2016 – 17h10)
Queda de preços X deterioração dos fundamentos
Marcos Baroni, head de fundos imobiliários da Suno, afirma que o desempenho dos FIIs na sessão desta segunda-feira está relacionado principalmente à forte alta dos juros futuros, que pressionou as cotações dos fundos imobiliários.
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Para ele, é importante separar a queda dos preços de uma eventual deterioração dos fundamentos dos fundos. Segundo o especialista, a desvalorização das cotas não significa necessariamente que os imóveis, os contratos ou a geração de renda dos FIIs tenham piorado na mesma proporção.
Em post nas redes sociais, Professor Baroni ressalta, porém, que essa distinção não elimina os riscos do novo cenário. A alta dos juros pode afetar a atratividade dos fundos imobiliários em relação a outras aplicações, além de pressionar suas cotações no mercado secundário.
O especialista destaca que o investidor precisa compreender o que mudou nos fundamentos e nas perspectivas econômicas antes de tomar decisões. A análise deve considerar fatores como a qualidade dos ativos, os contratos de locação, a capacidade de geração de renda e o impacto das condições financeiras sobre cada fundo.
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Em uma análise divulgada após as eleições, Baroni também chamou a atenção para as incertezas relacionadas aos juros, à economia e aos possíveis efeitos sobre o mercado imobiliário. Embora o resultado eleitoral tenha sido definido, esses fatores continuam relevantes para o desempenho dos fundos.
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