Logo da Embraer 3/7/2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Arquivo
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Captura-de-tela-2024-07-25-135051.png?fit=1089%2C723&quality=70&strip=all" />Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou parte da operação da frota E195-E2 da Azul (AZUL3), levando a companhia a alterar horários, remanejar voos e suspender temporariamente algumas decolagens. De acordo com informações divulgadas pela empresa, os ajustes afetaram aproximadamente 8 mil passageiros. Já a Embraer (EMBJ3) informou que acompanha a situação em conjunto com operadores e com o fabricante do equipamento, ressaltando que as aeronaves possuem sistemas e procedimentos de navegação capazes de operar nessas condições e que não houve impacto sobre a segurança dos voos.
Às 12h20 (horário de Brasília) desta quarta-feira (23), as ações da Azul (AZUL3) operam em queda de 1,58%, a R$ 16,80, também por conta da alta do dólar na sessão. Já a Embraer (EMBJ3) registrava leve alta de 0,20%, negociada a R$ 98,60.
As indicações iniciais apontam que a origem do problema está em um componente fornecido por terceiro. A Honeywell, fabricante original do sistema de GPS utilizado nos E2, teria disponibilizado uma solução temporária, permitindo que algumas companhias mantivessem a operação enquanto uma correção permanente é implementada.
Para o Bradesco BBI, a notícia é negativa no curto prazo para a Azul, pois os remanejamentos podem reduzir o tráfego de setembro, elevar despesas com assistência aos passageiros e gerar custos operacionais adicionais.

Embraer afirma que relatos de instabilidade do GPS afetam algumas aeronaves
A Embraer informou que está acompanhando de perto a situação em coordenação com as operadoras e o fabricante do equipamento

Instabilidade em GPS afeta voos da Azul com aeronaves da Embraer
Azul disse que está adotando medidas operacionais que podem resultar em ajustes na malha e nos horários de alguns voos
“O impacto financeiro dependerá da duração da instabilidade, da quantidade de voos afetados e da velocidade de implementação da solução técnica. Para a Embraer, ainda não está claro se haverá efeito financeiro relevante”, apontam os analistas do banco.
As informações disponíveis indicam que a falha está relacionada a um item de terceiro e não à estrutura ou à segurança da aeronave. Ainda assim, uma solução definitiva é importante para evitar novos transtornos operacionais e eventuais questionamentos de clientes. O BBI mantém recomendação de compra para EMBJ3 e neutra para AZUL3.
Segundo Bruno Guimarães, planejador financeiro CFP pela Planejar, o mercado precisa separar duas questões antes de dimensionar os efeitos do episódio: se a falha decorre de uma instabilidade externa ao sistema da aeronave ou de algum problema específico na integração do equipamento, e por quanto tempo a situação pode durar.
Na visão do especialista, um evento operacional pontual tende a produzir impactos limitados e temporários. O que poderia mudar significativamente a percepção dos investidores seria uma recorrência do problema, custos mais elevados ou a abertura de algum processo regulatório.
Guimarães observa que, para a Azul, o efeito imediato é operacional, envolvendo cancelamentos, reacomodação de passageiros e cumprimento das obrigações regulatórias previstas pela Anac. Já para a Embraer, o debate está mais relacionado à percepção sobre o produto e à eventual responsabilização técnica, algo que depende da conclusão das investigações sobre a origem da falha.
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