O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com jornalistas antes de embarcar no Air Force One na Base Conjunta Andrews, em Maryland, com destino ao Mississippi, em 26 de outubro de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst

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O ⁠presidente republicano Donald Trump e o ex-presidente democrata Barack Obama seguem para Ohio e Geórgia ⁠nesta quarta-feira, locais de disputas decisivas nas eleições de meio de mandato, que determinarão qual partido controlará o Congresso dos Estados ‌Unidos pelos próximos dois anos.

A última semana da campanha ocorre em um momento em que a popularidade de Trump está próxima de uma baixa recorde, com os norte-americanos cada vez mais insatisfeitos com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã, o ‌que ameaça a pequena maioria republicana no Senado e na Câmara dos Deputados.

Trump, que passou as últimas semanas em campanha, deve aparecer ao lado do senador Jon Husted, de Ohio, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown, em uma das disputas mais acirradas que determinará se os republicanos manterão sua vantagem de 53 a 47 na Casa.

Obama, por sua vez, deve aparecer ao lado do senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que enfrenta o desafio do deputado republicano Mike Collins. O Estado tem sido tão disputado nos últimos ciclos eleitorais federais que suas três últimas votações ⁠para ‌o Senado foram para o segundo turno, embora, desta vez, analistas independentes considerem que o candidato democrata em exercício esteja em posição sólida ⁠para garantir seu mandato.

Obama manteve um perfil público relativamente discreto até a semana passada, quando voltou à campanha eleitoral com discursos contundentes criticando seu sucessor.

Os norte-americanos vêm votando há semanas, com mais de 36,4 milhões de votos já registrados, de acordo com o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. Um total de 45,9 milhões de norte-americanos votaram antecipadamente nas últimas eleições de meio de mandato, realizadas em 2022 durante o mandato do então presidente democrata Joe Biden.

Analistas apartidários têm considerado favoráveis as chances dos democratas de conquistar a ​maioria na Câmara; já a disputa pelo Senado é vista como provavelmente mais acirrada, já que os democratas precisarão conquistar cadeiras em Estados tradicionalmente de tendência republicana, como Ohio, Iowa ou Alasca, para atingir as 51 cadeiras necessárias para a maioria.

“Acho que o Partido ​Republicano perdeu o contato com a realidade. Eles não entendem o que realmente está acontecendo, e parece que quebraram as promessas feitas ao povo”, disse Joshua Brazezicke, 26 anos, administrador imobiliário de Albrightsville, na Pensilvânia, que recentemente mudou seu registro eleitoral de independente para democrata.

O Estado é palco de quatro disputas altamente acirradas pela Câmara dos Deputados, que terão um papel fundamental para determinar o controle da Casa.

Em Michigan, onde o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed estão em uma disputa acirrada pela vaga no Senado que será deixada ‌pelo senador democrata Gary Peters, as duas campanhas contam com aliados de destaque para mobilizar os ​apoiadores e aumentar a participação eleitoral.

Rogers passou o dia fazendo campanha com o senador Ted Cruz, do Texas, em uma turnê de ônibus com quatro paradas que culminou em Imlay City, pequena comunidade a nordeste de Detroit. El-Sayed, por sua vez, tinha programado se juntar a Peters e à colega senadora de Michigan Elissa Slotkin para ⁠um comício noturno de mobilização eleitoral em Downriver, a ​sudoeste de Detroit.

CAMPANHA JURÍDICA

Como parte da ​campanha nas últimas semanas, Trump tomou medidas destinadas a ajudar a aliviar os preços da energia e, separadamente, prometeu bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de norte-americanos. ⁠Ele busca mobilizar os apoiadores do MAGA nas áreas rurais dos Estados onde ​é forte, mas que talvez não votem nas eleições de meio de mandato.

Trump — que afirma falsamente que sua derrota nas eleições de 2020 foi resultado de uma fraude generalizada — tem usado, desde que voltou ao poder, a influência do governo federal para dar andamento às suas alegações de que um grande número ​de pessoas vota ilegalmente nas eleições dos EUA.

Seu governo emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais em pelo menos uma dúzia de Estados, exigindo registros de dezenas de milhares de eleitores, informou a Reuters nesta ​quarta-feira.

Na terça-feira, um juiz mostrou-se cético em ⁠relação ao pedido do Departamento de Justiça para impedir a Califórnia de contar quaisquer votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo o governo, não seriam cidadãos ⁠norte-americanos.

Por outro lado, o sistema de registro eletrônico da Comissão Eleitoral Federal (FEC) continua fora do ar há mais de 24 horas, após a agência desativá-lo na noite de segunda-feira para conter uma falha de segurança.

A comissão afirmou que trabalha para resolver o problema, o que impediu que os responsáveis pelo financiamento de campanha apresentassem relatórios de gastos em tempo hábil à FEC, deixando eleitores sem saber quem está gastando dinheiro nas campanhas e onde.

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