Mudança de dono não deve alterar as operações e estratégias da TIM Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Poste Italiane adquiriu o controle da Telecom Italia (matriz da TIM) em uma transação de 13 bilhões de euros (quase R$ 77 bilhões).
  • A estatal de serviços postais passou a deter 66,62% do grupo, mas a mudança não deve gerar alterações nas estratégias da operadora no curto prazo.
  • A aquisição cria um dos maiores grupos corporativos da Europa, com receitas de 27 bilhões de euros (cerca de R$ 158 bilhões) e mais de 150 mil funcionários.

A estatal de serviços postais da Itália, chamada de Poste Italiane, assumiu oficialmente o controle da Telecom Italia, dona da TIM, e se tornou a nova administradora indireta da operadora de telefonia no Brasil. A operação, avaliada em 13 bilhões de euros (cerca de R$ 76,8 bilhões), fez a participação da estatal saltar de 20,1% para 66,62% do capital social do Grupo TIM.

O negócio foi comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última sexta-feira (18). Ele busca criar uma gigante europeia de infraestrutura e serviços digitais.

Como fica a operação da TIM no Brasil?

Segundo informações do portal Teletime, a mudança de comando na matriz europeia não altera a estratégia da operadora brasileira no curto prazo. O CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, explicou que a empresa passa a integrar um grupo financeiramente forte, garantindo maior flexibilidade para alocar capital e reduzir dívidas. A Poste Italiane, por sua vez, declarou que considera a unidade brasileira uma peça importante para o negócio.

Atualmente, a operadora – que também prepara a reformulação do TIM Beta, conforme revelado pelo Tecnoblog com exclusividade – ocupa a terceira posição no mercado nacional, atrás da Vivo e da Claro, com 22,9% dos acessos móveis. A diretoria da TIM no Brasil disse que os acionistas continuarão sendo informados sobre novos desdobramentos da aquisição.

Formação de um novo gigante europeu

A fusão entre a Poste Italiane e a Telecom Italia, que já era a terceira maior força no mercado italiano de telecomunicações, cria um dos maiores grupos corporativos da Europa. A companhia combinada nasce com receitas anuais de 27 bilhões de euros (aproximadamente R$ 158 bilhões) e mais de 150 mil funcionários.

Com a reestruturação, o governo da Itália aumenta seu domínio sobre infraestruturas críticas de dados e projeta cortes de despesas e benefícios financeiros na casa de 700 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões) por ano.

Estatal italiana assume o controle indireto da TIM. O que muda no Brasil?