Todo negócio é um ato de confiança no futuro. As decisões sobre aquisições, contratações, investimentos e alianças são tomadas no presente com a expectativa de produzir valor ao longo do tempo. Nas últimas décadas, o mercado criou mecanismos para antecipar cenários e, assim, tomar decisões mais assertivas: projeções, estudos prospectivos e modelos estatísticos e econométricos são alguns exemplos. Agora, tecnologias como data analytics e inteligência artificial (IA) preditiva expandem o potencial desses métodos. Há até uma posição consolidada para quem se dedica a esse papel: o futurista. Em meio a tanta incerteza, estamos bem equipados para prever o futuro. Ainda assim, ele nos desafia.
Hoje, a principal variável a moldar o futuro é a IA. O mercado se movimenta para compreender o que ela transformará e em quanto tempo. Como serão os negócios num mundo em que essa tecnologia é parte integrante de sistemas, rotinas e modos de viver em sociedade? Mesmo a forma como tomamos decisões já está em evolução. De acordo com a última edição do relatório Global Human Capital Trends, da Deloitte, seis em cada dez líderes aplicam IA de alguma forma para subsidiar suas conclusões. Embora o julgamento humano permaneça como a base das decisões do futuro, a IA ganhará importância crescente no processo.
Nesse cenário, o tomador de decisões acessa um volume sem precedentes de informações para consolidar seu posicionamento. Seu desafio, porém, não é mais “só” decidir, mas garantir governança, transparência, responsabilidade e confiança na dimensão tecnológica do processo. Isso se aplica especialmente às tarefas rotineiras atribuídas a agentes de IA, cujas ações devem permanecer compreensíveis, auditáveis e alinhadas a objetivos e valores humanos. Complexo? Sem dúvida.
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Liderado por humanos, potencializado por IA
No momento, a busca é por colocar a IA no futuro das pessoas – ou seja, utilizá-la para expandir a capacidade humana de aprender, decidir, criar e resolver. Esse movimento só será sustentável se também colocarmos as pessoas no futuro da IA, desenhando tecnologias, processos e modelos de governança que preservem a autonomia humana, a transparência, a responsabilidade e o julgamento ético e crítico.
Assim, abre-se espaço para a IA desempenhar seus papéis plenamente. Trata-se de estabelecer estratégias e ações lideradas por humanos e potencializadas por IA; ou “human-led, AI-powered”, como conceituamos globalmente na Deloitte.
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