(Foto: Fabio Rizzato / Infomoney)
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/07/expert-xp-durigan-ministro-economia-07.jpg?fit=1100%2C700&quality=70&strip=all" />O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (3) que as alíquotas do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”, deverão ficar abaixo das expectativas criadas durante o debate sobre a reforma tributária. A proposta deve ser publicada por medida provisória (MP), após avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A equipe econômica negociou com fabricantes de bebidas, cigarros e automóveis para evitar um aumento imediato da carga tributária. A intenção é que, em 2027, o novo imposto tenha peso semelhante ao atual Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que será zerado para a maior parte dos produtos.
“A gente sai com uma alíquota menor do que o outro governo enviou para o Congresso e com todas as condições para o Congresso ou governo reduzir eventualmente a alíquota”, disse Durigan.

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Os percentuais ainda não foram divulgados. Segundo o ministro, o texto já foi encaminhado pela Fazenda ao Planalto.
Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, incluindo cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos, embarcações, aeronaves e extração de determinados minerais.
Atraso pode custar quase R$ 4 bilhões
O novo imposto não poderá começar a ser cobrado em janeiro de 2027, como previsto inicialmente. A legislação exige um intervalo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma e o início da cobrança.
Para cumprir o calendário original, o governo precisaria ter editado a MP até 2 de outubro, mas adiou a decisão para depois do segundo turno presidencial.
Com isso, a cobrança deverá começar apenas em fevereiro. Como o IPI será zerado em janeiro para a maior parte dos produtos alcançados pelo seletivo, haverá um período sem incidência dos dois tributos sobre essas operações.
Segundo estimativas divulgadas pela Folha de S.Paulo, a perda de arrecadação pode chegar a R$ 3,82 bilhões.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê receita de R$ 41,9 bilhões com o Imposto Seletivo, considerando o calendário inicial de implantação.
O intervalo também pode estimular empresas a antecipar compras e formar estoques antes do início da nova cobrança.
Fazenda avalia manter IPI em janeiro
Para evitar a perda de receita, o governo estuda apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que permitiria manter temporariamente o IPI sobre os produtos sujeitos ao Imposto Seletivo até 31 de janeiro.
A medida precisaria ser aprovada pela Câmara e pelo Senado, em dois turnos, com apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa.
A MP das alíquotas terá força de lei após sua publicação, mas dependerá de aprovação do Congresso para continuar em vigor.
Imposto poderá subir a partir de 2028
A estratégia da Fazenda prevê uma transição gradual. Em 2027, o objetivo é preservar uma carga tributária próxima à atual, evitando aumentos expressivos de preços decorrentes da substituição do IPI.
A partir de 2028, as alíquotas poderão ser elevadas para reforçar a finalidade do imposto de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.
No caso da extração de petróleo, gás natural e minério de ferro, a legislação estabelece uma alíquota máxima de 0,25%.
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