(Foto: Reprodução/Pixabay)
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/10/pexels-pixabay-56832.jpg?fit=1280%2C879&quality=70&strip=all" />As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 6,3 bilhões em setembro, em recuperação frente aos R$ 170 milhões de agosto, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados nesta quinta-feira (29). De acordo com a entidade, o volume de agosto havia sido o menor para um mês desde 2019.
Mesmo com a melhora, o volume ficou 61,3% abaixo dos R$ 16,3 bilhões registrados em setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, as ofertas chegaram a R$ 79,1 bilhões, queda de 30,5% na comparação anual, e a fatia das incentivadas no total de emissões de debêntures ficou em 30,3% em 2026, ante 35,7% em 2025.
Já no mercado secundário, o volume cresce tanto na comparação mensal quanto na anual. As negociações com debêntures incentivadas somaram R$ 33,7 bilhões em setembro, avanço de 19,1% sobre agosto e de 10,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em 2026, o volume negociado acumula alta de 20,9%, para R$ 309,8 bilhões.
Segundo a Anbima, as incentivadas foram o principal motor do mercado secundário de debêntures como um todo, que movimentou R$ 689 bilhões entre janeiro e setembro, crescimento de 5,8%. Com isso, esses papéis passaram a responder por 45% do volume negociado, ante 39,3% no mesmo período de 2025.
Para Erika Lacreta, gerente de Mercado de Capitais da Anbima, o avanço está ligado à alta dos spreads das incentivadas ao longo do ano, que intensificou a compra e venda desses títulos. “Esse movimento mostra a capacidade do secundário de absorver esses ajustes e continuar dando liquidez aos ativos, mesmo em um cenário de maior volatilidade”, ressalta.
Ainda em setembro, o IDA-IPCA Infraestrutura, índice da Anbima que acompanha o desempenho das debêntures incentivadas, teve retorno de 0,41% e acumula 4,17% em 2026 até setembro.
Tributação volta ao radar
Os números chegam em meio à volta do debate sobre a tributação dos ativos isentos. A equipe econômica estuda cobrar IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas, isentas de Imposto de Renda para a pessoa física e que hoje têm alíquota zero de IOF, e avalia fazer a mudança por decreto, sem passar pelo Congresso, segundo o jornal O Globo. O governo negou, mas admitiu que o tema segue no horizonte.
A discussão retoma a tentativa frustrada de 2025, quando a MP 1.303, que previa tributar novas emissões desses papéis, perdeu a validade sem ser votada pela Câmara. No mercado, profissionais ouvidos pelo InfoMoney consideram legítimo rever a isenção, mas temem que uma mudança sem regras claras e sem preservar o estoque acabe encarecendo o crédito.
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