A Vela LatAm, braço da canadense Constellation no mercado brasileiro, se firmou nos últimos anos como uma das principais compradoras de tecnologia no país. Só em 2026 foram cinco empresas adquiridas por aqui — e a sexta está prestes a sair. A companhia espera a aprovação do Cade para fechar a compra da Penso, provedora brasileira de serviços gerenciados de TI e cibersegurança.
Os termos do negócio não foram divulgados, mas a Vela LatAm confirmou a negociação ao Startups. Em nota, a Penso também confirmou, e afirmou que passará a integrar o portfólio do grupo assim que sair a aprovação.
“Para clientes, parceiros e colaboradores, nada muda no dia a dia. A operação da Penso seguirá exatamente igual: mesma marca, mesma equipe, mesma liderança, mesmos canais de atendimento, mesma infraestrutura e mesmos padrões de serviço”, diz o comunicado.
Sediada em São Paulo, a Penso atende cerca de 1,6 mil clientes corporativos e do setor público, tem aproximadamente 270 colaboradores, opera cinco datacenters no Brasil e é certificada ISO 27001. O portfólio reúne serviços gerenciados por assinatura — e-mail e ferramentas de colaboração corporativa, infraestrutura em nuvem, backup e recuperação de dados e segurança gerenciada — além de projetos sob demanda.
Para o diretor da Penso, Thiago Madeira de Lima, a entrada no grupo chega para ajudar a empresa a subir novos degraus de crescimento. “O modelo deles nos permite seguir no rumo que traçamos. O que ganhamos é velocidade, não uma nova direção”, diz Thiago.
Do lado da Vela LatAm, a compra segue o desenho dos outros M&As da companhia no país: a empresa adquirida mantém marca, equipe, gestão e autonomia operacional, e não há horizonte de saída. Segundo o CEO Paulo Felipe Martins, o grupo atua como investidor de longo prazo — aporta capital e práticas de gestão, e preserva o que faz de cada empresa uma referência no seu segmento.
“A Penso construiu, ao longo de mais de 20 anos, uma posição relevante em um mercado no qual a confiabilidade e a proximidade com o cliente fazem diferença. Nosso papel é apoiar essa trajetória e ampliar a capacidade da empresa de investir em produto e atendimento, respeitando a cultura que a trouxe até aqui”, afirma o executivo.
Caso seja aprovada, a Penso será a sexta empresa comprada pela Vela Latam em 2026. Este ano, ela já levou Onegreen, de licenciamento ambiental, integrada à operação da Ius Natura, em fevereiro. Em março, foram três de uma vez: a Alfasig, Alpino Tecnologia e ERP Praeter, todas de documento fiscal eletrônico. Por fim, em agosto ela comprou e a Cobmais, de software de recuperação de crédito, em agosto. Fora do Brasil, ela estreou na Argentina no começo de outubro, com a Axoft, dona do Tango Software. Com a Penso, o grupo chega a 25 empresas compradas no país.
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