Em meados de outubro, o embaixador André Corrêa do Lago abriu espaço na agenda concorrida para um encontro com um pequeno grupo de convidados, promovido pela empresária paulistana Lissa Carmona. Ao lado da ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e de Roberto Waack, presidente do conselho do Instituto Arapyaú, apresentou na ocasião o martelo que a Presidência brasileira entregará à Turquia, talhado em madeiras de vários biomas. A solenidade se justifica pelo fato de a peça representar, simbolicamente, a transferência de autoridade na abertura da COP31, de 9 a 20 de novembro, em Antália, balneário no sul do país. E essa não é a única peculiaridade. A conferência estreia um formato que a diplomacia climática nunca havia testado: dois comandos, fruto de uma queda de braço entre Austrália e Turquia pela sede. O ministro do Meio Ambiente turco, Murat Kurum, presidirá a conferência e responderá pela cúpula de líderes e pela Agenda de Ação, enquanto Chris­ Bowen, ministro de Clima e Energia australiano, conduzirá as negociações. E caberá aos anfitriões o papel de bater o martelo.

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