O Ibovespa encerrou a última sessão em queda de 0,51%, aos 175.710 pontos, ampliando as perdas após o forte movimento vendedor registrado no pregão anterior. O índice oscilou entre a mínima de 175.130 pontos e a máxima de 178.526 pontos, permanecendo abaixo dos 180.000 pontos.

No início do mês, após o primeiro turno das eleições, o Ibovespa renovou a máxima histórica em 209.713 pontos e passou a negociar lateralmente. A forte queda observada depois do segundo turno, porém, rompeu essa consolidação e alterou a estrutura técnica de curto prazo.

No gráfico diário, observo que o índice permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento expressivo dessas referências. O cenário ainda favorece os vendedores, embora a condição técnica mais esticada possa provocar repiques nas próximas sessões.

O IFR (14) recuou para 29,77, entrando na região de sobrevenda. Na minha leitura, o indicador aumenta a possibilidade de uma recuperação técnica, mas ainda não representa, isoladamente, um sinal de reversão da tendência de baixa.

Para iniciar uma reação mais consistente, o Ibovespa precisará recuperar a região de 181.560/189.487 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos.

Pelo lado vendedor, acompanho os suportes em 169.516/164.835 pontos. A perda confirmada dessa região poderá prolongar a correção em direção aos 157.120 pontos.

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, identifico a manutenção da pressão vendedora, com o Ibovespa abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A máxima da última sessão, em 178.526 pontos, reforça a primeira região de resistência.

Para recuperar força compradora, o índice deverá superar 178.530/181.565 pontos. Caso confirme o rompimento com entrada de volume, poderá avançar até 189.487/195.305 pontos e, posteriormente, buscar 199.354/203.050 pontos.

No sentido contrário, a perda dos suportes em 172.535/169.515 pontos poderá intensificar o fluxo de baixa. Abaixo dessa faixa, vejo espaço para testes em 167.530/166.210 pontos, com alvos mais longos em 164.835/163.570 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Minicontratos

Os contratos de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (27/10) em leve queda de 0,06%, aos 178.400 pontos.

Na minha leitura, o mini-índice apresentou uma acomodação após a forte queda anterior, mas o fluxo vendedor continua predominante. O contrato conseguiu se recuperar durante a sessão e terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 177.735/176.635 pontos e a resistência em 180.490/181.470 pontos.

A sustentação acima do suporte poderá favorecer um repique técnico, enquanto sua perda tende a recolocar pressão sobre o contrato. No gráfico de 60 minutos, o ativo permanece abaixo das médias curtas, mantendo a estrutura negativa e exigindo cautela diante da possibilidade de novas oscilações intensas.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (27/10) no campo negativo, com queda de 0,43%, aos 5.357 pontos. 

O minidólar passou por uma realização após a forte alta de segunda-feira, mas encerrou o gráfico de 15 minutos acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 5.348/5.330 pontos e a resistência em 5.361,5/5.381 pontos. A saída desse intervalo poderá indicar se o contrato retomará a alta ou aprofundará a correção.

No gráfico diário, a estrutura permanece positiva, com a cotação acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, embora o afastamento e a volatilidade recente recomendem cautela. No gráfico de 60 minutos, o ativo está entre as médias curtas, sinalizando menor definição direcional após os movimentos mais intensos das últimas sessões.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, encerrou a última sessão com leve alta de 0,49%, aos 432.640 pontos. 

Na minha leitura do gráfico diário, o avanço manteve o movimento de recuperação, mas ainda não confirmou força suficiente para sustentar uma sequência de altas. A faixa das médias móveis permanece como referência importante: sua perda, acompanhada de volume vendedor, poderá desencadear uma correção mais intensa. Na direção contrária, o rompimento das resistências próximas reforçará o domínio comprador.

O IFR (14), em 55,80 pontos, segue em região neutra, sem sinais de sobrecompra ou sobrevenda. O indicador, portanto, mantém espaço para movimentos nas duas direções.

Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisará perder 424.900/399.865 pontos. Abaixo dessa região, acompanho como próximos alvos 393.780/388.590 pontos e, em uma correção mais extensa, 373.975/356.060 pontos.

Para dar continuidade à alta, será necessário superar 435.740/462.845 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir caminho para 478.370/520.515 pontos e, posteriormente, 590.020/646.935 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (28).

IM Points. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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