O Ibovespa encerrou a última sessão em forte queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, refletindo a reação negativa do mercado ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais. O índice apresentou elevada volatilidade, oscilando entre a mínima de 169.516 pontos e a máxima de 205.088 pontos, antes de fechar abaixo dos 180.000 pontos.
O movimento interrompeu de forma brusca a lateralização observada após a máxima histórica de 209.713 pontos, registrada no início do mês. Na minha leitura, a intensidade da queda alterou a estrutura técnica de curto prazo e devolveu parte relevante do avanço acumulado após o primeiro turno.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa passou a negociar abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento expressivo em relação a essas referências. A configuração reforça o predomínio vendedor, embora o movimento esticado também possa favorecer repiques técnicos nas próximas sessões.
O IFR (14) recuou para 30,29, aproximando-se da região de sobrevenda. Esse nível não representa, isoladamente, um sinal de reversão, mas indica que a pressão vendedora já levou o índice a uma condição técnica bastante deprimida.
Para iniciar uma recuperação, o Ibovespa precisará retomar inicialmente as regiões de 181.560/189.487 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos.
Pelo lado vendedor, acompanho os suportes em 169.516/164.835 pontos. A perda confirmada dessa faixa poderá prolongar a correção, tendo os 157.120 pontos como alvo mais distante.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, identifico uma estrutura fortemente negativa, com o índice abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e distante dessas referências. Apesar da possibilidade de repiques após a queda acentuada, a retomada da força compradora dependerá da recuperação das resistências mais próximas.
O primeiro sinal de reação virá com a superação de 177.755/181.565 pontos. Caso avance acima dessa região com entrada de volume, o índice poderá buscar 189.487/195.305 pontos e, posteriormente, 199.354/203.050 pontos.
No sentido contrário, a perda dos suportes em 172.535/169.515 pontos poderá ampliar o fluxo vendedor. Abaixo dessa faixa, vejo espaço para testes em 167.530/166.210 pontos, com alvos mais longos em 164.835/163.570 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (26/10) em forte queda de 14,39%, aos 178.360 pontos.
Na minha leitura, o mini-índice permanece sob forte pressão vendedora após a queda acentuada da última sessão, embora tenha apresentado uma recuperação intradiária e terminado acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 177.660/176.635 pontos e a resistência em 180.490/181.470 pontos. A perda do suporte pode aprofundar as baixas, enquanto a superação da resistência poderá favorecer um repique técnico.
Nos gráficos diário e de 60 minutos, a estrutura permanece negativa, com o contrato abaixo das médias móveis e bastante afastado delas. Esse movimento esticado aumenta a possibilidade de reações pontuais, mas uma reversão mais consistente dependerá da entrada de forte volume comprador.

Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (26/10) com forte alta de 8,18%, aos 5.380 pontos.
Na minha leitura, o minidólar registrou uma valorização expressiva, mas perdeu força ao longo da sessão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 5.377/5.366 pontos e a resistência em 5.407/5.426 pontos. O rompimento de uma dessas faixas poderá definir se o contrato retomará a alta ou iniciará uma correção mais ampla.
No gráfico diário, o ativo permanece acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, embora o forte afastamento e a grande sombra superior do último candle recomendem cautela. No gráfico de 60 minutos, a estrutura continua positiva, com o contrato acima das médias curtas, mas a continuidade do movimento dependerá da superação de resistências mais elevadas.

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, encerrou a última sessão com forte alta de 8,07%, aos 430.540 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, a forte reação devolveu fôlego aos compradores. O candle da sessão, no entanto, deixou uma sombra superior relevante, sinal de que o contrato encontrou pressão vendedora nas máximas. Por isso, acompanho se haverá força para sustentar o avanço ou se o ativo iniciará uma nova correção.
O IFR (14), em 55,03 pontos, permanece em região neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. O indicador mantém espaço para oscilações nas duas direções e reforça a importância dos próximos rompimentos.
Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisará perder a região de 427.500/400.445 pontos, preferencialmente com aumento de volume. Nesse cenário, os próximos alvos ficam em 393.780/388.590 pontos e, posteriormente, em 373.975/356.060 pontos.
Na ponta compradora, a continuidade da alta dependerá do rompimento de 435.740/462.845 pontos. Acima dessa faixa, projeto avanços em direção a 478.370/520.515 pontos e, em um movimento mais longo, a 590.020/646.935 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (27).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
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