O Ibovespa encerrou a última sessão em queda de 0,82%, aos 166.191 pontos, devolvendo parte da recuperação observada no pregão anterior. O índice oscilou entre a mínima de 166.189 pontos e a máxima de 168.994 pontos, fechando praticamente na mínima do dia.
Apesar do repique recente, o Ibovespa permanece abaixo dos 170.000 pontos e distante da máxima histórica de 209.713 pontos, registrada no início de outubro. Na minha leitura, a estrutura principal continua negativa, com predomínio da pressão vendedora.
No gráfico diário, observo que o índice segue abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, ainda afastado dessas referências. Esse posicionamento mantém o viés de baixa, embora a condição técnica esticada possa favorecer novas tentativas de recuperação.
O IFR (14) está em 26,65, permanecendo em região de sobrevenda. O indicador aumenta a possibilidade de repiques técnicos, mas ainda não confirma a formação de um fundo ou a reversão da tendência.
Para recuperar força compradora, o Ibovespa precisará superar as resistências em 174.500/181.480/189.487 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos.
Pelo lado vendedor, acompanho inicialmente o suporte em 164.445 pontos. A perda desse nível poderá abrir caminho para os 153.000 pontos e, em uma correção mais extensa, para os 147.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, identifico a retomada da pressão vendedora, com o Ibovespa novamente abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O fechamento junto à mínima da sessão mantém aberto o risco de continuidade da queda.
Para iniciar uma recuperação, o índice deverá superar as resistências em 166.810/169.125/171.750 pontos. Caso confirme esse movimento com entrada de volume, poderá buscar 178.530/181.565 pontos e, posteriormente, 189.487/195.305 pontos.
No sentido contrário, a perda dos 166.190 pontos poderá levar o índice aos suportes de 164.446/163.570 pontos. Abaixo dessa região, vejo espaço para testes em 161.765/160.180 pontos, com alvos mais longos em 159.375/157.565 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (05/11) em queda de 1,16%, aos 167.495 pontos, voltando a recuar após a alta anterior.
Na minha leitura, a queda da última sessão recolocou o fluxo vendedor no controle do curto prazo. No gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou abaixo das médias móveis, e a primeira região decisiva está entre o suporte de 167.355/167.100 pontos e a resistência de 168.955/169.230 pontos. A perda do suporte poderá prolongar a correção, enquanto o rompimento da resistência abrirá espaço para uma tentativa de recuperação.
No gráfico diário, a estrutura permanece baixista e bastante afastada das médias, embora a condição de sobrevenda mantenha aberta a possibilidade de repiques técnicos. Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento abaixo das médias de curto prazo preserva a pressão negativa e exige volume comprador para que o índice consiga reagir.

Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (05/11) em alta de 0,81%, aos 5.531 pontos.
O minidólar retomou o fluxo comprador e terminou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para hoje, acompanho o suporte imediato em 5.519,5/5.502,5 pontos e a primeira resistência em 5.533/5.538,5 pontos. O rompimento de uma dessas regiões poderá indicar a direção do próximo movimento.
No gráfico de 60 minutos, a estrutura também permanece positiva, com o contrato acima das médias de 9 e 21 períodos. A continuidade da alta, porém, depende do rompimento das resistências mais próximas, enquanto a perda dos suportes pode abrir espaço para uma correção.

O contrato futuro de Bitcoin (BITX26), com vencimento em novembro, encerrou a última sessão em forte queda de 6,37%, aos 414.120 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, a forte pressão vendedora deteriorou a estrutura de curto prazo. O contrato rompeu as médias móveis de 9 e 21 períodos com volume elevado, movimento que reforça o viés negativo e aumenta o risco de continuidade da correção. O IFR (14), em 45,42 pontos, permanece em região neutra, sem indicar sobrevenda e, portanto, ainda com espaço para novas baixas.
Para dar continuidade ao movimento vendedor, o contrato precisará perder 411.860/399.730 pontos. Abaixo dessa faixa, acompanho os alvos em 392.530/377.770 pontos e, em uma correção mais extensa, em 359.640/332.690 pontos.
Para ensaiar uma recuperação, será necessário superar 424.870/448.440 pontos. O rompimento dessa região poderá devolver força aos compradores e abrir caminho para 467.540/483.225 pontos e, posteriormente, para 525.800/596.000 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (06).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
The post Day Trade hoje (06): Ibovespa perde força; veja análise dos minicontratos appeared first on InfoMoney.

