O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas. O índice oscilou entre a mínima de 165.541 pontos e a máxima de 167.986 pontos, terminando o pregão próximo da máxima do dia.
Apesar da reação, o Ibovespa permanece abaixo dos 170.000 pontos e distante da máxima histórica de 209.713 pontos, registrada no início de outubro. Na minha leitura, o avanço representa inicialmente um repique técnico, ainda sem força suficiente para reverter a estrutura principal de baixa.
No gráfico diário, observo que o índice continua abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento relevante dessas referências. A configuração mantém o viés negativo, embora a alta recente possa abrir espaço para uma recuperação de curto prazo.
O IFR (14) avançou para 27,51, mas permanece em região de sobrevenda. Essa condição favorece novos repiques, porém ainda não confirma a formação de um fundo ou uma reversão da tendência.
Para que a recuperação ganhe consistência, o Ibovespa precisará superar as resistências em 176.570/181.470/189.487 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos.
Pelo lado vendedor, acompanho inicialmente o suporte em 164.445 pontos. A perda desse nível poderá recolocar os 153.000 pontos no radar e, em uma correção mais extensa, levar o índice aos 147.000 pontos.
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Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, identifico uma melhora da estrutura, com o Ibovespa encerrando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O movimento abre espaço para a continuidade da recuperação, mas ainda depende do rompimento das resistências mais próximas.
O primeiro gatilho comprador está em 167.990 pontos, seguido pelas faixas de 169.125/171.750 pontos. Caso supere esses níveis com entrada de volume, o índice poderá buscar 178.530/181.565 pontos e, posteriormente, 189.487/195.305 pontos.
No sentido contrário, a perda dos suportes em 166.780/164.446/163.570 pontos enfraquecerá a reação compradora e poderá restabelecer a pressão vendedora. Abaixo dessa região, vejo espaço para testes em 161.765/160.180 pontos, com alvos mais longos em 159.375/157.565 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (04/11) em alta de 0,91%, aos 169.530 pontos, interrompendo a sequência recente de quedas.
A alta da última sessão representa uma tentativa de recuperação depois do forte movimento baixista, mas ainda não confirma uma reversão da tendência. No gráfico de 15 minutos, a primeira região decisiva está entre o suporte de 169.475/169.135 pontos e a resistência de 169.730/170.090 pontos. A saída desse intervalo poderá definir a direção do próximo movimento intradiário.
No gráfico diário, o índice permanece bastante afastado das médias móveis e ainda dentro de uma estrutura negativa, embora a condição de sobrevenda favoreça a possibilidade de repiques. Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento acima das médias de curto prazo melhora o cenário imediato, mas uma recuperação mais consistente ainda dependerá da entrada de volume comprador.

Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (04/11) em queda de 0,59%, aos 5.486,5 pontos.
O minidólar interrompeu a sequência recente de altas e retomou o fluxo vendedor no curto prazo. No gráfico de 15 minutos, o contrato terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para o pregão de hoje, acompanho o suporte imediato em 5.477/5.465 pontos e a primeira resistência em 5.495/5.512 pontos, faixas cujo rompimento poderá definir a direção do próximo movimento.
No gráfico de 60 minutos, o ativo fechou com fluxo negativo e passou a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mantendo a possibilidade de continuidade da correção. Uma recuperação mais consistente dependerá do rompimento das resistências situadas acima dos 5.529 pontos.

O contrato futuro de Bitcoin (BITX26), com vencimento em novembro, encerrou a última sessão em alta de 2,31%, aos 442.300 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, o avanço manteve o fluxo de recuperação e aproximou o contrato da resistência imediata. O comportamento dos preços nessa região será decisivo para indicar se os compradores conseguirão sustentar a alta ou se haverá uma nova realização.
A faixa das médias móveis permanece como referência para a estrutura de curto prazo. Sua perda, acompanhada de volume vendedor, poderá enfraquecer a recuperação e intensificar as baixas. O IFR (14), em 57,07 pontos, continua em região neutra, com leve predominância compradora, mas sem indicar sobrecompra.
Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisará perder 425.900/417.080 pontos. Abaixo dessa região, acompanho os alvos em 400.540/392.530 pontos e, posteriormente, em 377.770/359.640 pontos.
Para dar continuidade à alta, será necessário superar 448.440 pontos. O rompimento dessa resistência poderá abrir caminho para 467.540/483.225 pontos e, em um movimento mais longo, para 525.800/596.000 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (05).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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