O Ibovespa encerrou a última sessão em queda de 0,75%, aos 167.921 pontos, acumulando a quinta baixa consecutiva. O índice oscilou entre a mínima de 167.007 pontos e a máxima de 169.184 pontos, permanecendo abaixo dos 170.000 pontos.
No início de outubro, o Ibovespa havia renovado a máxima histórica em 209.713 pontos. Após o resultado das eleições, porém, o mercado rompeu a lateralização próxima ao topo e passou a aprofundar o movimento corretivo.
No gráfico diário, observo que o índice permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento expressivo dessas referências. A configuração mantém o viés negativo e confirma o predomínio da pressão vendedora.
O IFR (14) recuou para 25,43, permanecendo em região de sobrevenda. Na minha leitura, essa condição aumenta a possibilidade de repiques técnicos, mas ainda não confirma a formação de um fundo ou a reversão da tendência.
Para iniciar uma recuperação mais consistente, o Ibovespa precisará superar a região de 181.565/189.487 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos.
Pelo lado vendedor, acompanho inicialmente o suporte em 164.835 pontos. A perda desse nível poderá abrir espaço para os 153.000 pontos e, em uma correção mais extensa, para os 147.000 pontos.
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Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, identifico a continuidade da estrutura de baixa, com o Ibovespa abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O fechamento próximo da mínima da sessão mantém aberto o risco de novas perdas.
Para recuperar força compradora, o índice deverá superar as resistências em 169.125/171.750 pontos. Caso confirme esse movimento com entrada de volume, poderá buscar 178.530/181.565 pontos e, posteriormente, 189.487/195.305 pontos.
No sentido contrário, a perda dos 167.045 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor. Abaixo desse patamar, vejo espaço para testes em 166.210/164.835 pontos, com alvos mais longos em 163.570/161.765 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (30/10) em queda de 0,41%, aos 170.350 pontos.
Na minha leitura, o mini-índice permanece inserido em um cenário de elevada volatilidade e pressão vendedora, apesar de ter encerrado o último pregão ligeiramente acima das médias móveis no gráfico de 15 minutos. A primeira faixa decisiva está entre o suporte de 169.605/169.070 pontos e a resistência de 170.645/171.455 pontos. O rompimento de um desses extremos poderá definir o próximo movimento intradiário.
No gráfico de 60 minutos, o ativo continua abaixo das médias móveis de curto prazo, preservando o viés corretivo. Para uma recuperação mais consistente, será necessária a entrada de volume comprador; do contrário, a perda dos suportes poderá ampliar o movimento de baixa.

Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (30/10) no campo positivo, com alta de 0,93%, aos 5.470 pontos.
O minidólar avançou pela segunda sessão consecutiva e preservou o fluxo comprador. No gráfico de 15 minutos, entretanto, o contrato recuou no fim do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para a próxima sessão, acompanho como referências imediatas o suporte em 5.464,5/5.449,5 pontos e a resistência em 5.475/5.488,5 pontos.
No gráfico diário, a estrutura permanece positiva, com a cotação acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. No gráfico de 60 minutos, o contrato também negocia acima das médias curtas, mantendo o viés comprador, mas ainda precisa superar resistências importantes para confirmar a continuidade da alta.

O contrato futuro de Bitcoin (BITX26), com vencimento em novembro, encerrou a última sessão em queda de 1,40%, aos 423.960 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, o recuo manteve o contrato em uma região de indefinição, entre o primeiro suporte e a resistência imediata. A perda da faixa das médias móveis, acompanhada de volume vendedor, poderá intensificar a correção. Por outro lado, uma reação acima das resistências próximas devolverá força ao fluxo comprador.
O IFR (14), em 49,50 pontos, permanece em região neutra e próximo do ponto de equilíbrio, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. O indicador reforça a ausência de domínio claro entre compradores e vendedores.
Para dar continuidade à queda, o contrato precisará perder 417.080/402.020 pontos. Abaixo dessa região, acompanho os alvos em 392.530/377.770 pontos e, em um movimento mais extenso, em 359.640/332.945 pontos.
Para retomar a alta, será necessário superar 427.070/441.700 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir caminho para 467.540/483.225 pontos e, posteriormente, para 525.800/596.000 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (03).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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