(Fotos: Ricardo Stuckert, Alexandre Meneghini, Amanda Perobelli e Divulgação)

" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/eleicoes-2026-presidenciaveis-presidente-lula-flavio-renan-caiado-zema.jpg?fit=1120%2C720&quality=70&strip=all" />

O Datafolha divulga na quinta-feira (24) uma nova pesquisa presidencial em uma semana marcada por dois movimentos que podem alterar o ambiente da eleição, com a crise institucional no Supremo Tribunal Federal e o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento será feito entre terça (22) e quinta-feira, com 2.002 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026 e foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, ao custo de R$ 307 mil.

A nova rodada chega depois de o Datafolha mostrar Lula e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, Lula aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio. Augusto Cury (Avante) tinha 6%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, e Renan Santos (Missão), 3%. No confronto direto, Lula registrava 46% e Flávio, 44%, diferença dentro da margem de erro.

A nova rodada vai testar 13 candidatos no primeiro turno e cinco cenários de segundo turno.

STF entra no centro da pesquisa

O questionário mostra que o instituto pretende medir com mais profundidade o efeito político da crise no Supremo. Além da avaliação sobre o desempenho dos ministros, o Datafolha perguntará ao eleitor se considera aceitáveis ou inaceitáveis diferentes condutas de integrantes da Corte.

Entre elas estão ser sócio de empresa privada, receber por palestras, julgar processos que envolvam clientes de parentes advogados, dar entrevistas sobre casos em andamento e participar de eventos pagos por pessoas ou empresas com ações no tribunal.

Também haverá uma pergunta sobre decisões de ministros que possam beneficiar ou prejudicar candidatos durante o período eleitoral.

O bloco ocorre depois de semanas de exposição do STF por causa do caso Banco Master, que colocou Alexandre de Moraes e André Mendonça no centro de disputas internas da Corte.

O Datafolha vai medir o grau de conhecimento dos eleitores sobre a participação de ministros no caso e perguntar se a atuação do Supremo está beneficiando, prejudicando ou não afetando as candidaturas de Lula e Flávio.

A pesquisa também testará o apoio à criação de um Código de Ética e Conduta específico para os ministros, proposta defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Bolsa Família será outro teste para Lula

A rodada será a primeira do Datafolha realizada integralmente depois do anúncio do reajuste do Bolsa Família. Lula elevou em 15,04% os valores do programa, levando o piso de R$ 600 para R$ 691. A medida foi anunciada a 17 dias do primeiro turno e passou a ocupar parte relevante do debate político.

O governo afirma que havia espaço fiscal para o aumento após uma revisão nas projeções de gastos previdenciários. O anúncio, porém, também provocou questionamentos sobre o momento eleitoral e o impacto orçamentário.

A pesquisa poderá mostrar se a medida produziu alguma alteração na avaliação de Lula ou em sua intenção de voto, especialmente entre os eleitores de menor renda e beneficiários de programas sociais.

A pesquisa de quinta-feira será uma das últimas oportunidades para medir se a crise do STF continua contaminando a disputa ou se o reajuste do Bolsa Família ajudou Lula a recuperar espaço na reta final.

The post Datafolha mede se Bolsa Família ajudou Lula a conter desgaste com o STF appeared first on InfoMoney.