A Cosan (CSAN3) e sua controlada Raízen (RAIZ4) firmaram um acordo tributário com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e com a Receita Federal do Brasil no montante de R$ 22,4 bilhões.
Do valor total acordado, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade da Raízen e R$ 5,7 bilhões são vinculados aos acionistas controladores: Cosan (CSAN3) e Shell.
O Bradesco BBI destaca que R$ 2,5 bilhões do acordo de R$ 8,5 bilhões considerado em sua análise correspondem a pagamentos em dinheiro. O banco ressalta ainda que o acordo tributário era uma condição precedente para o plano de recuperação judicial da Raízen, que deve avançar até março.
A XP Investimentos avaliou o acordo como neutro para Cosan, pois implica em uma saída líquida de caixa de cerca de R$ 200 milhões para a Cosan, cerca de 2% do valor de mercado da companhia.

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Por outro lado, os analistas Regis Cardoso e Enzo Sozzi, da XP, destacam que a transação elimina cerca de R$ 3,2 bilhões em contingências tributárias federais sob responsabilidade econômica da companhia, dos quais aproximadamente R$ 3,0 bilhões estavam classificados como perdas possíveis.
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