Marcelo Kayath: ex-apoiador de Lula (PT) e cotado para Fazenda em eventual governo de
Flávio Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução/YouTube)

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O economista Marcelo Kayath, ⁠um dos cotados para assumir o Ministério da ⁠Fazenda em um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta quarta-feira que ‌o problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido apenas com corte de gastos e afirmou que essa ‘parada de arrumação’ é algo temporário para ‌o país voltar a crescer.

‘O problema do Brasil só vai ser resolvido com o crescimento. O problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido com corte de gasto’, disse Kayath em entrevista à CNN Brasil.

‘Corte de gasto, parada de arrumação… é uma coisa temporária pra gente ajustar as contas e ⁠dar ‌as condições para o Banco Central cair (sic) os juros e a partir ⁠daí a gente arrumou de novo o carro, a gente volta a acelerar’, acrescentou.

Kayath destacou que essa ação poderá levar daqui a um a três anos o país, dependendo das condições, a começar a crescer de 3% a 4%. ‘Aí sim vamos ter solução mais permanente ​para nosso problema fiscal’, frisou.

Na entrevista, o economista e ex-diretor do Credit Suisse ressaltou ainda que só cortar não vai resolver o problema. ​Ao dizer que é algo temporário, ele fez uma analogia com ir ao dentista, afirmando que ninguém gosta, é chato, mas depois vai trazer prosperidade, oportunidade, emprego e renda.

Kayath não deu detalhes de como seria esse ajuste nas contas e até se haveria uma espécie de PEC da ‌transição com propostas para melhoria dos gastos públicos.

O ​economista disse que as medidas têm que ser cirúrgicas e fez questão de afirmar em vários momentos da entrevista que é necessário preservar os programas sociais, que não podem ser ⁠afetados, ‘essa é uma premissa básica’.

‘Em ​um país desigual ​como o Brasil, a gente não pode partir e começar um ajuste com os mais pobres ⁠e mais necessitados que têm que sofrer ​primeiro’, disse.

Após Flávio Bolsonaro ter surpreendido e ficado à frente na votação do primeiro turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa ​a explorar que uma eventual vitória do adversário poderia levar ao fim de programas sociais como Bolsa Família, entre outros. O ​candidato do PL nega.

Questionado ⁠se assumirá a Fazenda em uma vitória de Flávio no segundo turno, Kayath afirmou que nunca ⁠conversou com o candidato sobre o tema.

‘Nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos, nunca tivemos essa conversa e sinceramente o momento não é de falar em cargos… vamos esperar a eleição passar, ver como a eleição termina, como se elegeu e com qual maioria’, ponderou.

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