A CI&T se tornou a primeira empresa de software da América Latina a ter suas metas net-zero validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi), iniciativa global que certifica cientificamente os compromissos corporativos de redução de emissões. O anúncio foi feito em setembro de 2026, em São Paulo.
A validação confirma que os compromissos climáticos da companhia estão alinhados ao Acordo de Paris, que prevê limitar o aquecimento global a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais. A SBTi é resultado da colaboração entre o CDP, o Pacto Global das Nações Unidas, o World Resources Institute e o World Wildlife Fund, e define as melhores práticas para o estabelecimento de metas de redução de gases de efeito estufa (GEE).
Metas por escopo de emissões
Para os Escopos 1 e 2, que abrangem emissões diretas e indiretas, a CI&T definiu 2025 como ano-base e estabeleceu a redução de 64,1% das emissões até 2036. Até 2050, a meta é cortar 90% das emissões nesses dois escopos.
O Escopo 3 representa mais de 90% do total de emissões da companhia. Para esse conjunto, a CI&T pretende engajar, até 2031, 95,4% dos seus fornecedores, responsáveis por pelo menos 71% dessas emissões, para que adotem metas de redução baseadas na ciência. Até 2050, a meta é também reduzir 90% das emissões desse escopo.
“A validação das nossas metas pela SBTi representa um marco na trajetória climática da CI&T e estabelece uma referência objetiva para a evolução da nossa estratégia para investidores, parceiros e clientes. Nosso compromisso está estruturado em metas mensuráveis e em um plano de descarbonização que orienta decisões presentes e futuras”, afirma Cinthia Oliveira, head global de ESG e Comunicação Interna da CI&T.
Plano de descarbonização
O plano estruturado pela CI&T reúne iniciativas de eficiência energética, uso de energia renovável, inovação tecnológica, mobilidade sustentável e engajamento da cadeia de fornecedores. No Brasil, 100% do consumo de eletricidade das instalações físicas e do trabalho remoto é coberto por fontes renováveis por meio de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs). Outros 72% da energia consumida nos escritórios são adquiridos diretamente no Mercado Livre de Energia, de fornecedores de fontes limpas.
A estratégia também inclui o uso de ambientes em cloud, práticas de Green Software e Green Coding, trilhas de educação ambiental, estações de carregamento para veículos elétricos e uma parceria com o programa Ecomilhas, voltado a deslocamentos mais sustentáveis.
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Para avançar na redução das emissões do Escopo 3, a companhia trabalha na priorização de fornecedores estratégicos, na capacitação de parceiros e na implementação de uma plataforma de coleta de dados para acompanhar as emissões ao longo da cadeia de valor.
“A descarbonização exige integração entre tecnologia, gestão, cadeia de fornecedores e comportamento. O plano organiza nossas iniciativas em uma trajetória de monitoramento e ação, com prioridades, indicadores e responsabilidades. Essa validação pela SBTi aponta que estamos no caminho certo no nosso setor”, explica Cinthia.
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