Resumo
- A Intel registrou um crescimento significativo na procura pelos chips da linha Wildcat Lake, voltados a notebooks de custo intermediário, devido à alta nos preços das memórias.
- A escassez de memória não deve melhorar em 2027, segundo o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, e fornecedoras de chips de memória já vendem toda a capacidade produtiva até 2029.
- A demanda por notebooks com processadores Wildcat Lake, como o Intel Core 5 320, aumentou, com modelos disponíveis no Brasil a partir de R$ 4.399,99.
A Intel afirma ter esgotado a oferta dos processadores da linha Wildcat Lake, voltados principalmente a notebooks de custo intermediário com fichas técnicas mais avançadas. A demanda pela linha, lançada como Core Série 3, aumentou com a tentativa das fabricantes de compensar a alta nos preços das memórias.
A situação foi comentada por executivos durante a apresentação de resultados financeiros da Intel. O diretor financeiro David Zinsner afirmou que a Intel registrou um crescimento significativo na procura por estes chips para colocar em notebooks que não precisam dos componentes mais avançados.
Alguns modelos com o chip também adotam apenas 8 GB de memória RAM, configuração que reduz custos, mas pode limitar o desempenho, segundo o The Verge.
O que são os chips Wildcat Lake?
Wildcat Lake é o codinome dos Intel Core Série 3, apresentados pela fabricante como uma opção para notebooks de custo intermediário. Eles ficam abaixo dos Core Ultra Série 3, voltados a máquinas mais avançadas, e usam o processo de fabricação Intel 18A. Os modelos têm cinco ou seis núcleos de CPU, gráficos integrados e NPU de até 17 TOPS.
Alguns notebooks com esses processadores estão no Brasil, como o Dell XPS 13, com preço sugerido de R$ 8.999, e o IdeaPad Slim 3i, que sai a partir de R$ 4.399,99. Ambos carregam o Intel Core 5 320 por dentro.
Escassez de memória impactou demanda

O aumento da procura pelos processadores intermediários ocorre em meio à escassez de memórias que afeta a indústria de computadores. Questionado sobre o fornecimento dos componentes, Zinsner afirmou que a Intel não espera uma melhora significativa no próximo ano.
“Teremos que ver em 2028 se as coisas melhoram, mas nossa expectativa é que isso não melhore em 2027”, afirmou. Fornecedoras de chips de memória têm revelado que a capacidade produtiva para os próximos anos já está sendo vendida. A SK Hynix, por exemplo, anunciou nesta semana que esgotou os lotes esperados até 2029. A companhia sul-coreana espera que o desequilíbrio siga até 2030.
Lip-Bu Tan relacionou a escassez à forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial, que absorve uma parcela crescente da produção de componentes.
Segundo o CEO, a indústria enfrenta “uma das faltas de componentes mais significativas da história”, impulsionada pelos investimentos em infraestrutura para IA.

