O Nubank está em conversas preliminares para adquirir o Monzo, um banco digital britânico com 16 milhões de clientes.

A notícia saiu primeiro na Sky News e foi confirmada pelo Financial Times e pelo Brazil Journal.

Se concluída, a operação deve envolver dinheiro e ações, e pode avaliar o Monzo entre £ 8 bilhões e £ 10 bilhões. Em 2024, quando fez sua última rodada, o banco valia £ 5,2 bilhões (post-money).

Não há um timetable para a transação acontecer.

Tom Oldman, o atual CFO do Monzo, foi o head global de planejamento financeiro e análise do Nubank entre 2019 e 2023. 

O Nubank, que acaba de iniciar sua operação nos EUA, tem olhado para digital banks ao redor do mundo. No fim de 2024, o banco de David Vélez investiu US$ 150 milhões na Tyme, uma fintech de Singapura com negócios nas Filipinas e na África do Sul.

O Monzo – que está trabalhando com o Morgan Stanley e a Qatalyst na busca por recursos para expandir rumo à Europa continental – também estuda vender uma fatia de até 15% a fundos de venture capital numa nova rodada.

Uma terceira opção para o Monzo – defendida pelo governo britânico e pela Bolsa de Londres, que tem visto suas maiores empresas listarem nos EUA – seria abrir capital em Londres ou pelo menos realizar uma listagem dupla na capital inglesa e em Nova York. 

O Monzo já fez 11 rodadas – do seed a uma Série I – atraindo nomes como a Alphabet, GIC, Tencent, Goodwater e Thrive.

Fundado em 2015 por Tom Blomfield, um empreendedor britânico e sócio da Y Combinator, o banco rapidamente se tornou um dos 10 maiores do Reino Unido ao digitalizar os serviços de conta corrente, crédito e investimentos.

O banco também lidera rankings locais de qualidade de atendimento.

Presente na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, o Monzo hoje tem 16 milhões de clientes, sendo 15 milhões de pessoas físicas e 1 milhão de PJs – e agora está expandindo para a Irlanda e Espanha.

A empresa disputa mercado com a dominante Revolut, que possui 80 milhões de clientes em 40 países.

No ano fiscal finalizado em março, o Monzo fez uma receita de £ 1,7 bilhão, 39% a mais do que no ano anterior; e um lucro antes de impostos de £ 172,6 milhões, uma alta de 20%.

Apesar do crescimento, a fintech irritou alguns de seus acionistas ao retirar TS Anil, um executivo com mais de 30 anos de experiência no setor bancário, do cargo de CEO no início do ano. 

Gary Hoffman, o presidente do conselho que tirou Anil, foi destituído em seguida.

Desde fevereiro, o banco é comandado por Diana Layfield, uma executiva com passagens pelo Google e o Standard Chartered.

Ela fechou a operação do Monzo nos EUA para focar em sua expansão europeia, disse o Financial Times, e também está buscando diversificar as fontes de receita. Recentemente, o banco lançou uma rede de telefonia móvel que só opera com eSIMs.

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