Painel eletrônico na B3. REUTERS/Alexandre Meneghini

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O radar corporativo desta quinta-feira (5) tem como destaque os resultados da Axia (AXIA3), Vibra (VBBR3), PRIO (PRIO3), Simpar (SIMH3), C&A (CEAB3), GPA (PCAR3), Tenda (TEND3) e mais empresas.

HBR Realty (HBRE3) fecha acordo de R$ 938 mi para venda de participações em shoppings.

Já CADE aprova cisão da Azzas 2154 (AZZA3).

Oncoclínicas (ONCO3) recebe novas adesões de credores ao plano de recuperação.

Confira mais destaques:

Azzas 2154 (AZZA3)

A Azzas 2154 (AZZA3) informou que, nesta quarta-feira (4), foi emitida a certidão de trânsito em julgado da decisão da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) que aprovou, sem restrições, a reorganização societária da Azzas.

HBR Realty (HBRE3)

A HBR Realty (HBRE3) celebrou nesta quarta-feira (4) a venda de 20% do empreendimento Mogi Shopping, 25% do Suzano Shopping, 50% do Patteo Olinda Shopping e 90,9% do Lead Corporate Faria Lima para o Fundo SPX Portfólio Alfa Fundo de Investimento Imobiliário.

Axia Energia (AXIA3)

A Axia Energia (AXIA3) teve lucro líquido de R$ 1,11 bilhão no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$5,45 bilhões apurado um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira. 

O Ebitda regulatório ajustado somou R$ 6,92 bilhões entre julho e setembro, alta de 8,4% na comparação anual, enquanto a receita operacional líquida regulatória avançou 0,9%, para R$ 10,03 bilhões.

Vibra (VBBR3)

A maior distribuidora de combustíveis do país, Vibra, teve lucro líquido ajustado de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, mais do que quatro vezes o resultado de um ano antes, apoiada em parte por vendas maiores e queda em despesas financeiras.

A companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 4,3 bilhões, mais do que o dobro ante o desempenho de R$ 1,8 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2025.

Analistas, em média, esperavam lucro de R$ 1,8 bilhão e Ebitda de R$3,8 bilhões, segundo dados da LSEG.

C&A (CEAB3)

A C&A (CEAB3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 56,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, resultado 23,3% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado pela varejista de moda nesta quarta-feira.

Apesar da queda anual, o desempenho superou as estimativas do mercado. Analistas consultados pela LSEG projetavam lucro líquido de R$ 45,5 milhões para o período.

Simpar (SIMH3)

A Simpar (SIMH3) reportou lucro líquido ajustado das operações continuadas de R$ 137,0 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), revertendo prejuízo de R$ 128,6 milhões no mesmo período do ano passado. O balanço, divulgado nesta quarta-feira (4), não inclui o fechamento da venda da CS Porto Aratu.

A holding, que conta com companhias como Movida (MOVI3), JSL (JSLG3) e Vamos (VAMO3) em seu guarda-chuva, encerrou o trimestre com alavancagem de 2,7 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, o menor nível desde o IPO, em 2010.

GPA (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 220 milhões nas operações continuadas no terceiro trimestre desse ano, revertendo o lucro de R$ 142 milhões visto em igual período do ano passado. Apesar do resultado negativo, a companhia conseguiu melhorar a rentabilidade operacional com cortes de despesas e a priorização de negócios mais rentáveis.

A comparação do lucro, porém, é afetada por um crédito tributário extraordinário de R$ 418 milhões reconhecido no terceiro trimestre de 2025. Sem esse efeito, o prejuízo das operações continuadas teria recuado 20,3% na comparação anual.

Tenda (TEND3)

A construtora Tenda teve queda de 48,7% no lucro líquido do terceiro trimestre, considerando efeitos contábeis relacionados a contratos de swaps referenciados em ações da companhia, em um período marcado pelo que a empresa chamou de crescimento mais moderado diante de fatores que incluem inadimplência das famílias.

A companhia, que atua mais concentrada no segmento econômico por meio do programa governamental Minha Casa Minha Vida, teve lucro líquido de R$ 57,3 milhões no terceiro trimestre, abaixo dos R$ 179 milhões do segundo e menor que a expectativa média de analistas que apontava para R$ 136 milhões, segundo dados da LSEG.

PRIO (PRIO3)

A Prio fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 521 milhões, 468% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando atingiu lucro de US$ 91,6 milhões.

O Ebitda somou US$ 1,135 bilhão entre julho e setembro, alta de 268% ante o reportado um ano antes. Já o indicador ajustado ficou em US$ 1,07 bilhão, avanço de 235% na mesma base de comparação.

Mercado Livre (BDR: MELI34)

O Mercado Livre divulgou nesta quarta-feira um lucro líquido abaixo das estimativas do mercado para o terceiro trimestre, à medida que maiores gastos em capacidade logística para o pico da temporada de compras pressionaram as margens.

A empresa de comércio eletrônico e serviços financeiros registrou lucro líquido de US$ 448 milhões de julho a setembro, inferior aos US$ 476 milhões esperados por analistas, segundo dados da LSEG.

Totvs (TOTS3)

A Totvs encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 237,2 milhões. O montante representa alta de 8,8% na comparação anual e de 1,4% em relação ao trimestre anterior. No release que acompanha o resultado, a empresa informa que a retração na margem líquida ajustada, a 12%, é estritamente associada à alavancagem financeira, relacionada à emissão de debêntures para o pagamento da aquisição da Linx e consequente menor volume de caixa aplicado, por conta da execução dos programas de recompra de ações.

Smart Fit (SMFT3)

A Smart Fit (SMFT3) teve lucro líquido recorrente de R$248 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 40% sobre o desempenho de um ano antes, afirmou a rede de academias de ginástica nesta quarta-feira.

A companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$763 milhões, avanço de 30% na mesma comparação, com a margem passando de 32,1% para 32,5%.

EZ TEC (EZTC3)

A Navi Holdings Participações informou que a participação acionária de fundos sob sua gestão na EZ TEC (EZTC3) atingiu 5,13% do capital social da incorporadora em 4 de novembro. A posição corresponde a 14,2 milhões de ações ordinárias.

Grupo Toky (TOKY3)

A CVM indeferiu, por unanimidade, o pedido de interrupção ou adiamento da Assembleia Geral Extraordinária do Grupo Toky, marcada para 6 de novembro. A decisão acompanhou o entendimento da área técnica da autarquia, que não identificou irregularidades nas deliberações previstas nem insuficiência de informações. Com isso, a assembleia será realizada na data originalmente convocada.

Cogna (COGN3)

A BlackRock reduziu sua participação acionária na Cogna Educação (COGN3) para 4,999% do total de ações ordinárias da companhia. Em comunicado divulgado pela empresa, a gestora informou que, em 28 de outubro, detinha 103,2 milhões de ações ordinárias, além de 5,98 milhões de instrumentos financeiros derivativos referenciados nos papéis, com liquidação financeira, equivalentes a 0,290% do capital.

Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas (ONCO3) informou que seu plano de recuperação extrajudicial recebeu novas adesões e passou a contar com o apoio de credores titulares de mais de R$ 4,3 bilhões em créditos, o equivalente a 74,6% da base abrangida pelo processo.

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