Presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas
28/1/2019 Divulgação via REUTERS

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Uma das aeronaves utilizadas para a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro está na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul, para participar de um exercício operacional.

A informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP) : “A aeronave HC-130J, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), encontra-se na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul (MS)”, diz em nota.

O Lockheed Martin HC-130J Combat King II é uma versão especializada de busca e salvamento em combate da aeronave Hércules.

O Exercício Operacional Conjunto Tápio 2026 é um treinamento militar realizado entre os dias 14 de agosto e 24 de setembro. As atividades ocorrem nos municípios de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.

De acordo com a Lockheed Martin, fabricante da aeronave, o HC-130J Combat King II “é a única plataforma de resgate de pessoal dedicada da Força Aérea dos EUA, operada pelo Comando de Combate Aéreo (ACC)”

“Esta variante do C-130J é especializada em perfis táticos e em operações de resgate e evasão em ambientes hostis. O Comando de Educação e Treinamento Aéreo também opera HC-130Js, treinando tripulações para missões operacionais”, diz a empresa.

A Força Aérea dos Estados Unidos diz que o HC-130J Combat King II atua como a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente a operações de resgate e recuperação de pessoal do inventário da Força Aérea americana.

Projetada pela Lockheed Martin como uma variante de alcance estendido do cargueiro C-130J Hércules, a aeronave executa missões em quaisquer condições meteorológicas, operando em lançamentos de paraquedistas e suprimentos, evacuações aeromédicas e abastecimentos de helicópteros no ar ou em solo em zonas avançadas.

Segundo a fabricante, a propulsão do quadrimotor é composta por quatro turbopropulsores Rolls-Royce AE2100D3, capazes de gerar quatro mil quinhentos e noventa e um cavalos de potência por eixo em cada motor.

O sistema de combustível garante um alcance operacional superior a 6.430 quilômetros, expansível por meio de um receptáculo superior para reabastecimento em voo.

A operação exige uma tripulação básica composta por cinco militares: três oficiais – piloto, copiloto e oficial de sistemas de combate – e dois graduados responsáveis pelo gerenciamento e lançamento de carga.

A aeronave conta com sistemas integrados de navegação inercial e GPS, sensores infravermelhos de visão frontal, receptores de alerta de aproximação de mísseis e “dispensadores de despistadores do tipo chaff e flare”.

Para evitar a detecção por radares e armamentos inimigos, as tripulações realizam voos predominantemente noturnos, em baixa ou média altitude, mantendo silêncio de comunicações e iluminação externa apagada. Os sistemas de iluminação interna e externa da aeronave são compatíveis com óculos de visão noturna.

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