Imagem conceitual representa a volatilidade no mercado brasileiro em períodos eleitorais e os impactos sobre operações de day trade. Imagem gerada com uso de IA.
" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ChatGPT-Image-14-de-set.-de-2026-19_09_19.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />As ações de empresas mais sensíveis aos juros tiveram um dia de recuperação nesta terça-feira (27), após as fortes perdas registradas na sessão anterior. Papéis de varejo, saúde e construção civil figuram entre os principais destaques positivos do Ibovespa, em um movimento de recomposição depois da forte realização observada desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as maiores altas do pregão, a Tenda (TEND3) avançava 8,86%, para R$ 22,73, liderando os ganhos do índice. Na sequência apareciam Ecorodovias (ECOR3), com alta de 7,13%, e Intelbras (INTB3), que subia 6,46%.
Também entre os destaques positivos estavam a operadora de saúde Hapvida (HAPV3), com valorização de 5,03%, a construtora Direcional (DIRR3), que avançava 4,21%, e a varejista Magazine Luiza (MGLU3), em alta de 4,15%.
O movimento ocorre um dia após uma forte correção dessas companhias na Bolsa. Na segunda-feira (26), ações de varejistas e construtoras ampliaram as perdas acumuladas desde a reeleição de Lula, em meio à preocupação dos investidores com o cenário fiscal, os juros elevados e os impactos sobre setores dependentes de crédito.
A Magazine Luiza (MGLU3) caiu 58% no pregão após a reeleição do presidente, enquanto outros nomes ligados ao consumo também registraram fortes perdas no período. Já entre as construtoras, papéis como Cyrela (CYRE3), MRV (MRVE3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3) chegaram a apresentar quedas superiores a 40% no mesmo intervalo.
Nesta terça-feira, no entanto, o mercado ensaiava uma recuperação justamente nos segmentos mais penalizados. Além de Tenda e Direcional, a Cyrela (CYRE3) também operava em alta, refletindo a busca por barganhas após a forte desvalorização recente.
Essas empresas costumam ser particularmente sensíveis à perspectiva para a taxa de juros, já que dependem do crédito para financiar vendas de imóveis, compras parceladas e outros produtos. Por isso, qualquer sinalização de melhora no cenário para os juros tende a beneficiar suas ações.
No caso do Magazine Luiza, a recuperação devolvia parte das perdas acumuladas nos últimos pregões, mas o papel ainda permanece muito distante dos níveis observados antes do ciclo de queda iniciado após a eleição de 2022.
A movimentação da Hapvida (HAPV3) segue uma lógica semelhante. A companhia também é frequentemente classificada pelo mercado como uma ação de maior sensibilidade aos juros, o que ajuda a explicar tanto a forte volatilidade quanto a recuperação observada no pregão.
Apesar da reação desta terça-feira, analistas ressaltam que os setores de varejo, saúde e construção continuam entre os mais expostos às discussões sobre trajetória fiscal, inflação e expectativas para a política monetária nos próximos meses. Por isso, a recuperação do dia ainda é vista com cautela por parte dos investidores.
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